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Ipea: preços de carne devem se manter firmes pelo menos até o fim do semestre

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

No segundo semestre, a oferta de animais do confinamento vai depender dos preços de insumos e peças de reposição, que começaram o ano em patamares altos (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

São Paulo, 30 – Os preços de carnes devem se manter firmes durante o primeiro semestre de 2021, avalia o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na nota de conjuntura sobre Mercados e Preços Agropecuários, divulgada na quinta-feira, 29, e que será divulgada trimestralmente, o instituto cita a falta de animais, o alto custo de produção e as exportações como fatores de influência.

Para a carne bovina, o Ipea afirma que o ano deve ser difícil para quem trabalha com engorda de animais. “O menor volume de abate já observado ao longo de 2020 deve seguir no primeiro semestre de 2021”, afirma no documento. No segundo semestre, a oferta de animais oriundos do confinamento vai depender dos preços de insumos e peças de reposição, que começaram o ano em patamares altos.

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Pelo lado da demanda, segundo o instituto, frigoríficos relatam dificuldade de repassar ao consumidor os aumentos no preço da arroba do boi gordo, o que pode pressionar a arroba.

Já a carne de frango deve ter, no segundo trimestre, manutenção dos patamares de preço vistos no primeiro por causa dos altos custos com ração, em especial milho e farelo de soja. Outro motivo é a competitividade do frango ante as carnes bovina e suína. “O menor poder de compra da população tende a favorecer o consumo de proteínas mais baratas, como é o caso da carne de frango”, diz o Ipea.

Quanto à carne suína, a expectativa é de aumento de preço no animal vivo, também por causa do custo de produção. As fortes exportações para a China – o país asiático tem dificuldades de recompor seu rebanho após a peste suína africana – também seguram os preços internos.

Açúcar

A recuperação da economia global e o baixo volume de açúcar disponível da safra brasileira 2021/22 devem manter firmes os preços globais e nacionais do adoçante, projeta o Ipea. “À medida que as campanhas de vacinação ganham ritmo, particularmente nos Estados Unidos, na Europa e na China, as perspectivas quanto à recuperação da economia global parecem reforçar a sustentação dos preços externos do açúcar”, diz documento da entidade. “Para a safra 2021/2022 – que se inicia oficialmente em abril de 2021 -, cerca de 70% do que será produzido no Centro-Sul já teve seus preços fixados no mercado internacional”, completa o relatório.

A nota de conjuntura sobre Mercados e Preços Agropecuários diz, ainda, que o mix sucroenergético brasileiro deve se manter favorável ao adoçante com base na perspectiva do setor e nos contratos futuros. Entretanto, o fato de a safra 2021/22 provavelmente ser menor do que a anterior tanto em moagem quanto em ATR deve causar redução na oferta de açúcar e, assim, dar sustentação aos preços.

Café

Os preços do café arábica devem ter forte oscilação nos próximos meses em decorrência da colheita da safra brasileira 2021/22, que deve começar no mês que vem, segundo o Ipea. “Ainda assim, são esperados preços acima do custo de produção aos produtores, fundamentados na previsão de menor produção e na possível reabertura das economias ao redor do mundo, com o avanço das campanhas de vacinação”, diz a entidade em nota.

Um fator que deve ajudar a segurar as cotações é que boa parte do café da próxima safra foi vendida antecipadamente, portanto a colheita não significa, necessariamente, que o volume disponível no mercado terá grande aumento.

Além disso, a safra 2021/22 de café tem bienalidade negativa – ou seja, é esperada queda expressiva de produção ante a temporada anterior – e a falta de chuva em áreas produtoras pode tornar a oferta ainda menor.

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