Melhores da Dinheiro Rural 2017

A joia da campanha

Na região Sul, o esmero da Reculuta Agropastoril é para criar hereford de forma quase artesanal

Crédito: Divulgação

DIFERENCIADOS: Ricardo Furtado vende poucos animais por ano, apenas o top de sua seleção genética (Crédito: Divulgação)

Genética rebanho nacional

Próximo à fronteira do Brasil com o Uruguai, na região da Campana Gaúcha, a Reculuta Agropastoril, no município de Santana do Livramento, vai fazendo história na pecuária. Criadora de animais da raça britânica hereford, a fazenda se destaca por seu trabalho quase artesanal no melhoramento genético do gado. O rebanho, de 1,6 mil animais, tem origem no gado que chegou na fazenda no ano de 1914. Hoje, a tradicional criação é referência na seleção animal, o que a coloca em primeiro lugar na categoria Genética Rebanho Nacional no prêmio AS MELHORES DA DINHEIRO RURAL 2017. “Buscamos sempre aproximar os objetivos da cabanha com o dos rebanhos comerciais”, diz médico veterinário Ricardo Amaral Furtado, proprietário da Reculuta e também coordenador técnico da raça na Associação Brasileira de Hereford e Braford. “É assim que cumprimos a nossa missão.”

Do total de animais, 800 são matrizes hereford. É desse rebanho que saem 60 touros todos os anos. Furtado vende apenas os 10% melhores e não adianta insistir, os demais seguem para o abate. O foco está na busca de um animal pesado, fértil e de tamanho intermediário. Também deve ter características de adaptabilidade, como pêlo curto e com boa pigmentação ocular, para que também possam ser utilizados no Brasil Central, seja como touros ou na inseminação artificial. “À medida que se fixam critérios perseguidos à risca, uma determinada característica aparece com maior freqüência no rebanho”, diz. “No caso, são esses animais superiores que garantirão o melhor desempenho aos clientes.”

O trabalho na Reculuta já está na quarta geração familiar. Os resultados vêm da longevidade do trabalho e também da tecnologia. O rebanho, inscrito no Programa Pampa Plus, desenvolvido pela Associação Brasileira de Hereford e Braford junto com o Geneplus/Embrapa, colhe resultados acima da média. Por exemplo, de 2007 a 2015, exclusivamente pela genética, o ganho de peso ao sobreano, na idade de 550 dias, foi de 1,757 quilos por ano. A média, reunindo todas as propriedades participantes foi de 709 gramas. “Esse é o retorno quando se busca animais com muito efeito genético”, diz ele. “Os resultados são diretamente proporcionais à escolha dos critérios de seleção.”

Ou seja, as características melhoradoras são intrínsecas ao DNA e não das condições do ambiente, como o trato do animal, por exemplo. Com essa receita, Furtado está atento a um mercado promissor: o de sêmen no Centro-Oeste, destinado ao cruzamento industrial. “Nesse modelo, o hereford imprime qualidade na carne, sem perder peso de carcaça no cruzamento com o zebu.” Ele dá como exemplo novilhos, aos 24 meses, com peso de 550 quilos, o mesmo de um adulto. “Sem contar que a raça contribui para um maior marmoreio na carne.”

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