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Juros sobem com aumento dos ruídos fiscais e ajustes pós-Copom

Os juros voltaram a subir, com exceção dos de curtíssimo prazo, que recuaram. Os ajustes ao Copom foram limitados às primeiras horas da sessão, com as preocupações do lado fiscal voltando a dominar os negócios a partir do fim da manhã. As alternativas que estariam sendo cogitadas pelo governo caso a PEC dos Precatórios emperre no Congresso trouxeram novo estresse às taxas, amplificando o efeito de inclinação da curva imposto pelo comunicado do Copom.

Há receio de nova decretação de estado de calamidade que autorizaria pedido de crédito extraordinário para estender o pagamento do auxílio emergencial em 2022. As taxas do miolo da curva chegaram a subir mais de 80 pontos-base e o contrato para janeiro de 2023, a entrar em leilão. O Tesouro não teve alternativa senão a de vir, mais uma vez, com um lote mínimo de prefixados no leilão. Tudo considerado, a precificação da curva mostra um mercado dividido sobre a Selic no Copom de dezembro, entre apostas de aumento de 1,75 ponto porcentual e 2 pontos, sendo que esta aparece com uma pequena vantagem.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 caiu de 8,473% para 8,40% e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 11,529% para 12,40%, fechando perto da máximas de 12,405%. A do DI para janeiro de 2025 fechou em 12,51%, de 11,817% na quarta, e a do DI para janeiro de 2027, em 12,47%, de 11,905%.

O resultado do Copom desagradou uma parte do mercado, que defendia um aperto maior na Selic, de 1,75 ponto porcentual em vez do 1,5 ponto efetivamente aplicado. A expectativa de taxa a 7,75% era majoritária nos Departamentos Econômicos, mas não na curva do DI, que apontava chance maior de ir para 8,00%. Por isso, os contratos de curto prazo devolveram prêmios no começo do dia, ajustando-se também à sinalização de nova alta desta magnitude para o encontro de dezembro, dada pelos diretores.

Por outro lado, as taxas a partir do miolo avançaram. Ao trazer que “o cenário básico e o balanço de riscos indicam ser apropriado que o ciclo avance ainda mais no território contracionista”, o comunicado sugere Selic terminal ainda maior do que o mercado prevê. Na curva, a precificação para a Selic no Copom de dezembro era de 190 pontos-base pouco depois das 15h30, segundo a Greenbay Investimentos, apostas que indicam 60% de probabilidade de aumento de 2 pontos porcentuais e 40% de chance de 1,75 ponto. Mas esse quadro não é reflexo somente dos ajustes ao novo plano de voo do Banco Central, mas também do aumento dos ruídos fiscais e fatores técnicos envolvendo zeragem de posições.

No meio do dia a curva piorou muito, com líderes aliados acenando com a possibilidade de nova decretação de calamidade caso a PEC dos Precatórios fique travada no Congresso. “A questão é que não se consegue fechar a equação fiscal para atender à demanda política. Todo dia tem novidade”, comentou Adauto Lima, economista-chefe da Western Asset.

O subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal do Ministério da Economia, David Rebelo Athayde, rechaçou qualquer discussão para a prorrogação da calamidade que permitiria a renovação do auxílio emergencial. “Um novo decreto de calamidade pública estaria fora de questão”, enfatizou. A negativa, porém, não foi suficiente para acalmar os agentes, que têm visto nas últimas semanas a postura ortodoxa da equipe econômica ser vencida pelas pressões eleitorais por aumento de despesas – vide a saída de quatro integrantes da Economia na semana passada após o rompimento do teto de gastos.

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