Hippus

Laço bem premiado

Crédito: Miguel Oliveira

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) promoveu durante a Expointer, em Esteio (RS), o 10º Congresso Brasileiro de Laço Comprido do Quarto de Milha. Encerrada no início de setembro, a feira agrícola é uma das principais no calendário nacional da raça. Além de palestras e o julgamento dos animais, a competição de laço da ABQM distribuiu R$ 130 mil em prêmios. “Foi o maior valor pago em premiação na Expointer, entre todas as raças participantes”, diz Marcelo De Martini, presidente do Núcleo Sul Quarto de Milha. Em relação ao ano passado, o valor foi 30% maior. Além dos gaúchos, a competição reuniu 300 cavaleiros de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso.

Árabe marca presença no Sul

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A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA) também marcou presença na gaúcha Expointer. A entidade reuniu 118 animais da raça para uma programação com 11 modalidades de provas, entre elas o cross country, três tambores, halter, campereada individual, rédea espelhada e jogo do pato. Este último lembra o futebol, só que com jogadores montados. “Com essa agenda, o número de animais inscritos cresceu cerca de 20%”, diz Leonardo Lamachia, presidente da associação gaúcha da raça.

Mais crioulo

Os pecuaristas goianos têm apostado no cavalo crioulo. O rebanho do Estado cresceu 12,5% em 2016, chegando a 1,3 mil animais. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos divulgou o levantamento no início de agosto e Goiás ficou em primeiro lugar. No Centro-Oeste, o crescimento foi de 7,3% e em todo o País ficou em 4,3%.

Brasil no pódio holandês

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Em agosto, o cavaleiro maranhense Marlon Zanotelli, 29 anos, venceu o grande prêmio da 13ª Etapa Global Champions Tour 2017, realizada em Valkenswaard, na Holanda. Montando Celena VDL, uma égua sela holandesa de dez anos, Zanotelli superou medalhistas olímpicos, como os holandeses Leopold van Asten e Maikel van der Vleuten. O atleta brasileiro, que integra a equipe há pouco tempo, também foi campeão na Copa das Nações, em Hickstead, na Inglaterra, no início do mês passado, tornando-se o segundo melhor cavaleiro brasileiro e o 53º no ranking mundial da Federação Equestre Internacional.

Cânter

Virou livro a incrível viagem a cavalo do jornalista Filipe Masetti Leite, 20 anos. Uma jornada que levou exatos 803 dias. Leite saiu em julho de 2012 de Calgary, no Canadá, e chegou em Barretos, no interior paulista, em setembro de 2014. No mês passado, ele aproveitou a Festão do Peão de Boiadeiro, na cidade, para lançar “Cavaleiro das Américas”, pela editora HarperCollins Brasil.

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O que o levou a fazer a viagem?
Foi a realização de um sonho. Eu já morava no Canadá desde os nove anos. Depois de me formar em jornalismo, apresentei a ideia a uma produtora de tevê que bancou a ideia. Filmei a viagem de ponta a ponta.

E a escrever o livro?
Sempre tive essa ideia. Por isso, ao chegar no Brasil comecei a escrever. Tive trabalho, pois rendeu quase 800 páginas, mas contei com a ajuda de um professor do Canadá para escolher os textos.

Que tipo aventura é narrada no livro?
Atravessei, por exemplo, o parque de Yellowstone, nos Estados Unidos, cheio de ursos, além de precisar de ajuda de narcotraficantes e pagar para atravessar as fronteiras dos países latinos.

Qual o próximo projeto?
Já fiz uma viagem, saindo de Barretos até o Chile. Ano que vem quero completar a cavalgada saindo do Alaska até Calgary.