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Lucro líquido da Camil cai 16,6% no 4º trimestre fiscal sobre trimestre anterior

Crédito: Reprodução/Camil

A receita líquida do período somou R$ 1,491 bilhão, alta de 12% sobre o quarto trimestre fiscal de 2018 (Crédito: Reprodução/Camil)

A Camil Alimentos, dona das marcas Camil, Açúcar União e Coqueiro, entre outras, encerrou o quarto trimestre fiscal (encerrado em 29 de fevereiro de 2020) com lucro líquido de R$ 83,6 milhões, queda de 16,6% sobre o mesmo período do ano anterior.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do período cresceu 19% na comparação anual, para R$ 137,1 milhões. A receita líquida do período somou R$ 1,491 bilhão, alta de 12% sobre o quarto trimestre fiscal de 2018.

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No acumulado do ano fiscal de 2019 (encerrado em 29 de fevereiro deste ano), o lucro líquido caiu 33,9% sobre o ano anterior, para R$ 239,6 milhões. O Ebitda atingiu R$ 441,7 milhões, recuo de 8,6% sobre o ano fiscal de 2018. Já a receita líquida do ano fiscal de 2019 subiu 13,6%, para R$ 5,396 bilhões.

Covid-19

Considerado essencial, o segmento de atuação da Camil Alimentos não foi afetado pela paralisação das atividades, como consequência da pandemia do novo coronavírus no País. A empresa afirma seguir as determinações das legislações governamentais em todo o seu parque fabril nos países da América do Sul onde atua.

O grupo alimentício decidiu fortalecer sua liquidez financeira no curto prazo, como forma de se prevenir diante das incertezas econômicas provocadas pela pandemia. “A Camil garantiu sua necessidade financeira para o ano de 2020 através da captação de empréstimos no valor de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em março e abril de 2020, incluindo os recursos necessários para concretizar a aquisição dos negócios de Pet Food no Chile”, diz mensagem da administração, que acompanha a apresentação de resultados.

Em fevereiro deste ano, a empresa anunciou a aquisição da unidade de negócios Pet Food da chilena Empresas Iansa. O valor final da operação foi de aproximadamente R$ 200 milhões. A conclusão da transação está sujeita à aprovação da autoridade antitruste chilena.