Geral

Mais economia verde

Crédito: Istock

A cooperativa gaúcha de crédito Sicredi contabilizou, no ano passado, um saldo de R$ 10,1 bilhões em linhas de financiamento de projetos em Economia Verde por todo o País. No pacote, há, por exemplo, projetos de instalações de energia solar e iniciativas agroecológicas. O valor representou um salto de 29% ante 2017. Dono de uma carteira de crédito de R$ 57,3 bilhões, o Sicredi possui cerca de 4 milhões de associados e atua em 22 Estados, além do Distrito Federal.

DÍVIDAS
Heringer propõe pagamento parcial de dívida bilionária

Com uma dívida total de R$ 2 bilhões, e em recuperação judicial desde fevereiro deste ano, a mineira Fertilizantes Heringer, com sede em Manhuaçu, anunciou que pagará 20% da dívida de credores classificados como sem privilégio ou preferência, com o pagamento de cheques, notas promissórias e duplicatas. É neste grupo de credores que estão 80% das dívidas da empresa criada em 1968 pelo engenheiro agrônomo Dalton Dias Heringer. São cerca de R$ 1,7 bilhão. O plano prevê, ainda, a venda de 7 unidades misturadoras de fertilizantes. Essa ação pode resultar em R$ 315 milhões para cobrir parte do rombo.

VBP
Virada positiva

ALBARI ROSA

Pela primeira vez no ano, o Ministério da Agricultura estimou um crescimento do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira para 2019. Em abril, as projeções apontadas pelo governo mostravam um valor de quase
R$ 589 bilhões, o que representa 1,8% a mais na comparação com o VBP de 2018. Nos meses anteriores, o Ministério vinha projetando uma queda de cerca de 1%. Para este ano, a expectativa é de que os negócios com a soja sustentem a alta do VBP.

PROJEÇÃO

Wenderson Araujo

“Nos próximos anos, vamos passar de 300 milhões de toneladas de grãos. essa expansão será por tecnologia e dependerá de termos crédito” João Martins, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

DESEMPENHO
Caramuru em boas mãos

A goiana Caramuru Alimentos, uma das maiores processadores de grãos do País de capital nacional, registrou uma receita líquida de R$ 4 bilhões no ano passado. O valor é 15,8% maior em relação a 2017. O balanço da empresa foi divulgado em meados de abril. O lucro líquido da companhia saltou de R$ 25,4 milhões para R$ 102,7 milhões. Parte desse resultado foi em função da alta nas vendas de soja no mercado internacional, que teve o maior impulso com o baixo resultado da Argentina, além da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

BNDES
Linhas de crédito suspensas

Se o plano era dar mais vazão às linhas de crédito privado, o governo do presidente Jair Bolsonaro começou com o pé direito. No início de abril, o BNDES suspendeu os pedidos de financiamento para as linhas Moderfrota e Inovagro, por meio da publicação de uma circular. As linhas são, respectivamente, para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas e para investimentos em inovação no campo. O banco estatal não cita os motivos da suspensão, mas divulgou, em nota, que mantém discussões junto ao Ministério da Agricultura para buscar alternativas de recursos equalizáveis pelo Tesouro Nacional para as linhas suspensas.

AQUISIÇÃO
Negócio fechado

Divulgação

A canadense Paper Excellence, uma das maiores produtoras de celulose do mundo, anunciou a conclusão da compra de sua conterrânea, a Catalyst Paper, em meados de abril. Com uma capacidade de produção de cerca de 3,5 milhões de toneladas de produtos de papel e celulose, a Paper Excellence adicionará mais 1,3 milhão de toneladas de produtos em seu portfólio. O valor da transação não foi divulgado. Com a compra, a estimativa de receita total da empresa passa a ser de US$ 2,5 bilhões anuais.

LARANJA
Exportações em queda

O suco de laranja brasileiro registrou uma queda de 13% no comércio internacional, nos nove primeiros meses da safra 2018/2019. Foram exportadas 741 mil toneladas de suco, ante 855,8 mil toneladas no mesmo período da safra 2017/2018. Até agora, o volume exportado nesta temporada rendeu US$ 1,3 bilhão, queda de 12% em relação ao mesmo período da safra anterior, de acordo com o levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR). Em todo o ciclo 2017/2018, o Brasil exportou 1,2 milhão de toneladas de suco, vendidas por US$ 2,1 bilhões.