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Média móvel mostra SP com leve tendência de queda de mortes

Quando analisados semana a semana, os registros de mortes por covid-19 no Estado de São Paulo têm uma lenta tendência de queda, após o pico ocorrido na segunda quinzena de junho. Já o quadro nacional mostra uma aparente estabilidade: há mais de dois meses os óbitos oscilam entre algo em torno de 950 e 1.040 por dia.

A partir deste sábado, o Estadão vai divulgar a média móvel de mortes provocadas pelo novo coronavírus. Essa forma de acompanhar a evolução da pandemia dilui as oscilações bruscas provocadas pelo represamento dos dados em feriados e fins de semana, por exemplo. Nesses dias, o número de óbitos divulgados cai – não porque a situação melhore, mas por simples efeito da redução no ritmo de trabalho nos locais responsáveis pela notificação – hospitais, prefeituras e secretarias estaduais de Saúde. Quando os registros pendentes são divulgados, elevam artificialmente os registros dos dias úteis.

A média móvel de hoje leva em consideração os registros divulgados desde o último domingo até a noite deste sábado. Os números são somados e divididos por sete. Assim, o vai-e-vem dos anúncios diários se suaviza, e as comparações com períodos passados mostram um quadro mais claro do impacto da pandemia ao longo do tempo.

O consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL registrou a divulgação de 968 novas mortes em todo o país nas 24 horas encerradas às 20h deste sábado. Já a média móvel semanal registra 1.018 óbitos por dia – uma pequena oscilação de 2% a menos que na semana anterior, encerrada no sábado passado.

Em São Paulo foram 260 novos registros de óbitos no sábado, e 244 na média dos últimos sete dias. Na semana encerrada em 20 de junho, a média móvel registrava 273 óbitos por dia.

O recorte regional mostra que a pandemia está praticamente estável no Sudeste e no Nordeste, se acelera no Sul e no Centro-Oeste e perde força no Norte. Dados agregados, porém, podem ocultar diferenças significativas: em uma mesma região, as mortes podem estar subindo em um ou mais Estados e caindo em outros.

Os dados coletados pelo consórcio levam em consideração a data do anúncio das mortes, e não da ocorrência do óbito.

A parceria entre os seis veículos de comunicação foi formada quando o presidente Jair Bolsonaro restringiu o acesso aos números da pandemia. O governo acabou recuando, mas o levantamento conjunto de dados em todas as 27 secretarias estaduais de saúde se manteve.

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