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Mercado de boi tende a continuar com oferta restrita, mesmo com confinamentos

Crédito: Arquivo / Embrapa

Analistas reforçam que as chuvas devem começar na região central do País a partir da segunda metade de outubro (Crédito: Arquivo / Embrapa)

São Paulo, 07 – O mercado de boi gordo no Brasil tende a continuar observando uma oferta limitada de animais prontos para o abate neste mês, ainda que seja esperado algum alívio com a entrada no mercado de animais dos confinamentos, avalia o banco Itaú BBA. Em relatório mensal sobre commodities, analistas reforçam que as chuvas devem começar na região central do País a partir da segunda metade de outubro, o que não deve permitir que haja oferta de animais terminados a pasto antes do início de dezembro.

O banco chama a atenção para a percepção de até que ponto os preços da carne continuarão aumentando. “Afinal, como as margens do mercado doméstico estão bem pressionadas, seria improvável um descolamento do boi do mercado interno de carne”, diz o relatório. Dessa forma, se não houver novos reajustes na cotação da carcaça do boi casado, os frigoríficos podem moderar as ofertas de preço pelos animais, segundo o Itaú BBA.

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Na ponta da demanda, o destaque é o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo federal em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o que levou a uma demanda atípica e positiva. Foi por causa desse cenário que os níveis de preços do boi, do bezerro e da carne chegaram a recordes neste ano. Entretanto, o resultado dos últimos meses pode não se repetir nos próximos, ponderam analistas. Eles citam as exportações, que continuam aquecidas, mas com reajustes das cotações aquém da variação da matéria-prima.

“Para o produtor rural, o risco que observamos é a reposição (principal insumo) muito cara entrando nos sistemas de recria e engorda, o que não deixa margem de segurança, caso o boi inflacione mais adiante, sendo prudente o cuidado com escalar as operações neste patamar”, conclui o relatório.

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