Cocheira

Merenda mais pobre

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Em nome da boa alimentação, os alunos das escolas públicas da capital paulista terão um cardápio menos variado. Isso porque o prefeito João Dória sancionou, no dia 4 de janeiro, a Lei 16.780, de autoria de um vereador do Partido Verde. A partir do mês que vem, estão banidos dos pratos das crianças e dos adolescentes as salsichas, a linguiça, o salame, a mortadela e qualquer outro embutido de origem animal. A justificativa é que esses alimentos não são saudáveis e que provocam malefícios à saúde, entre eles a obesidade. A rede municipal tem 3,3 mil escolas, nas quais estudam cerca de um milhão de alunos. O fato ocorreu quase ao mesmo tempo em que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, barrou o projeto “Segunda-feira sem carne”, que havia sido aprovado pela Assembléia Legislativa em dezembro. A lei previa a retirada de carnes das refeições servidas em escolas, penitenciárias e outros prédios públicos estaduais. A segunda sem carne é um movimento mundial, prática já adotada em cidades como Ghent, na Bélgica, e São Francisco, nos Estados Unidos. Conta com o apoio de celebridades, entre elas a apresentadora americana Oprah Winfrey e o músico inglês Paul McCartney.

FUSÃO
A dança das gigantes

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Deu manchete mundial: as gigantes americanas Archer Daniels Midland (ADM) e a Bunge podem estar a caminho de fundir as suas operações. O negócio entre as duas tradings é estimado em US$ 30 bilhões bancados pela ADM. E criaria uma companhia capaz de brigar com a também americana Cargill pelo posto de maior faturamento global desse setor. A atual líder fatura US$ 108 bilhões com a produção de alimentos, energia, originação e processamento de alimentos. A fusão seria mais uma na atual onda global de concentração de negócios, como já ocorreu recentemente com Bayer e Monsanto, e Syngenta e ChemChina.

FUNERAL
É hora de renegociar as dívidas

No mês passado, o presidente Michel Temer sancionou, com 24 vetos, a Lei 13.606. Ela define novas regras para o Funrural e para a renegociação de dívidas dos produtores e das empresas rurais, calculadas em R$ 17 bilhões. Pela nova lei, o produtor Pessoa Física deve recolher o valor de 1,2% sobre a sua produção rural. Para o produtor Pessoa Jurídica, a alíquota é de 2,5%. A norma permite a quitação dos débitos vencidos até 30 de agosto do ano passado e estipula, até o final deste mês, o prazo para a adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural. O produtor poderá pagar uma entrada de 2,5% da dívida em até duas vezes e o restante parcelado em até 176 meses. No caso dos vetos, entre os principais está o mecanismo que aumenta os descontos para 100% sobre as multas e os encargos de dívidas.

FRIGORÍFICOS
A vez dos outros

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Continua em marcha a previsão de muitos consultores, de que poderia haver uma onda de investimentos do setor de frigoríficos após a deleção dos irmãos Batista, controladores da JBS. Primeiro foi o grupo Minerva, que assumiu os negócios da JBS no Paraguai, no Uruguai e na Argentina. Agora, foi a vez do Frigol, que faturou no ano passado R$ 1,5 bilhão e é a quarta maior indústria do setor do País, assumir uma unidade da JBS no município de Juruena (MT). O frigorífico, com capacidade diária de mil bovinos, estava desativado há cinco anos. Para voltar à ativa o Frigol está investindo R$ 10 milhões em infraestrutura. Serão gerados 450 empregos diretos, em um município de 14 mil habitantes.