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Moedas globais: dólar recua com payroll fraco e euro atinge máxima em 2 meses

O dólar operou em queda ante moedas rivais nesta sexta-feira, 7, com a divisa americana pressionada pelo relatório de empregos dos Estados Unidos, o payroll, de abril, que frustrou expectativas de analistas. A perspectiva de recuperação da economia global após dados fortes na China e Alemanha também fizeram com que investidores desviassem da segurança do dólar hoje.

O Dollar Index, que mede a variação da moeda americana ante seis divisas de economias desenvolvidas, recuou 0,79%, aos 90,233 pontos. Na semana, a queda foi de 1,15%. O euro, principal componente do índice, tinha alta a US$ 1,2174 no fim da tarde em Nova York, no maior valor desde o fim de fevereiro. A libra esterlina também se valorizava no mesmo horário, a US$ 1,4005, enquanto o dólar recuava a 108,60 ienes.

A perspectiva de recuperação econômica nos EUA sofreu um aparente revés hoje, diante da desaceleração da geração de empregos no país, segundo registrou o payroll de abril. Como mostrou o Broadcast, contudo, analistas avaliam que a expectativa de retomada da economia não se alterou, apesar de a surpresa no relatório de empregos ter adiado o debate sobre a retirada de estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Menos de 300 mil empregos foram criados no país no mês passado, contra 916 mil em março. O número veio muito abaixo da mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de criação de 1 milhão de vagas. Houve, ainda, alta mensal de 0,1 ponto porcentual na taxa de desemprego, a 6,1%.

O resultado, além de decepcionar o mercado, reforçou o posicionamento do Fed de que é preciso acomodação monetária por um período extenso, como apontou hoje o presidente da distrital de Minneapolis da entidade, Neel Kashkari. “Em linha com isso, pensamos que podemos ver os mercados de câmbio se afastando das expectativas de que o Federal Reserve possa começar a se inclinar em direção a uma postura menos dovish no futuro próximo”, afirmou o TD Securities, em relatório enviado a clientes.

Na zona do euro, a perspectiva mais otimista para a vacinação contra a covid-19 deu apoio à moeda comum. Segundo reportagem da Reuters, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que o novo contrato do bloco com o consórcio Pfizer-BioNTech, para o fornecimento de 1,8 bilhão de doses da vacina contra a covid-19, pode ser aprovado em breve.

O avanço mensal – de 2,5% entre fevereiro e março – além do esperado da produção industrial na Alemanha também contribuiu para o cenário otimista na Europa. O superávit na balança comercial de abril da China, bem como do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglêa) do setor de serviços do país asiático para o mesmo mês, deram suporte ao yuan. Perto do fechamento dos mercados em NY, o dólar recuava a 4,169 yuans.

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