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“Não acredito que teremos desabastecimento no Brasil”, diz o CEO da Cargill

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Paulo Sousa: "É preciso mostrar que somos uma população consciente, com uma produção agrícola responsável.” (Crédito: Divulgação)

O aumento repentino nos preços dos alimentos, principalmente do arroz, surpreendeu os brasileiros nas últimas semanas. Mas, a falta de produtos foi descartada pelo o CEO da Cargill no Brasil, Paulo Sousa. “Não acredito que teremos desabastecimento no Brasil, mesmo com o aumento nos preços”, afirmou o executivo. 

O CEO explicou que com a desvalorização do real frente ao dólar, a inflação dos alimentos se torna inevitável. “Se o produto é negociado em dólar, o que acontece no mercado global, esse aumento de preço vai acontecer com a queda da moeda local. Segurar os preços no mercado interno pode desestimular o produtor.”

Na batalha para diminuir os preços, Sousa afirmou, na live da IstoÉ Dinheiro de hoje (14), que qualquer intervenção “criativa” pode piorar o cenário. “A solução para o momento, infelizmente, é o preço. Tentar outras opções geralmente não funciona. O mercado se regula e, aos poucos, isso se resolve.”

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Em relação às queimadas de florestas no Brasil, o executivo disse que trata-se de uma imagem negativa e um problema para os produtores. “Tem um pequeno grupo de infratores que não agem da maneira correta, mas isso não reflete a postura do agronegócio brasileiro.”

O executivo destacou que os brasileiros têm o poder de mostrar para o mundo como realmente é a atuação da agricultura do País. “Temos que divulgar imagens que mostram o contrário, se não, essa imagem ruim vai ficar. É preciso mostrar que somos uma população consciente, com uma produção agrícola responsável.”

Unidade brasileira

O Brasil oscila entre a segunda e terceira posição no ranking dos maiores mercados da Cargill, disputando esse espaço com a China. Em 2019, a unidade brasileira da companhia registrou receita líquida de R$ 46,8 bilhões, crescimento de 7% em relação a 2018.

Para este ano, a Cargill aumentou os investimento no País de R$ 500 milhões, previstos inicialmente, para R$ 656 milhões. Sousa disse que isso mostra a importância do mercado nacional para a companhia. 

“O Brasil é importante para a empresa. Nossa vontade de crescer aqui é grande e temos projetos de expansão. Já sabemos lidar com esse mercado, confiamos nos produtores daqui e no potencial único brasileiro”, finalizou. Assista a entrevista do CEO da Cargill aqui e nas nossas redes sociais.

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