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Negócios19/04/2022

No horizonte da Mosaic, a meta é vender menos e melhor

“Investir em pastagens é uma relação de ganha-
ganha para o solo, animais, produtores e meio ambiente” Corrine Ricard,
presidente da Mosaic Brasil

(Créditos: Montagem sobre foto Claudio Bell)
Lana Pinheiro
Texto por:Lana Pinheiro19/04/22 - 19h38min

No início de fevereiro, a Mosaic Company divulgou os resultados de 2021. O faturamento cresceu 42% contra o ano anterior para US$ 12,4 bilhões. Já o Ebitda bateu recorde no ano fiscal com US$ 3,6 bilhões, alta de 129% na comparação ano a ano. Os números são globais, mas Corrine Ricard, presidente da Mosaic Brasil desde 2019, tem motivos bem locais para comemorar. Durante a apresentação dos números ao mercado, o CEO da companhia, Joc O'Rourke, atribuiu o bom desempenho da empresa a três fatores, dois deles com participação direta da executiva e seu time. “Como resultado de investimentos bem-sucedidos como nossa nova mina de potássio Esterhazy K3 [Canadá], Mosaic Fertilizantes no Brasil, e nossa transformação de estrutura de custos, estamos gerando um enorme valor no ambiente atual”, afirmou. Além de estar à frente da unidade brasileira, Corrine contribuiu com mais de US$ 500 milhões em economias nos últimos anos.

A redução de custos foi resultado de um programa de sinergias implementado na empresa após a compra da Vale Fertilizantes, uma operação finalizada em 2018 por cerca de US$ 2,5 bilhões, como explica a executiva. “Quando o processo de aquisição foi finalizado, criamos um programa de transformação para integrar as duas operações e ganhar sinergias”, afirmou Corrine à RURAL. Na primeira etapa do projeto, as economias somaram US$ 330 milhões, volume superior ao objetivo de US$ 275 milhões. No ano passado, a segunda fase chegou à meta de atingir US$ 200 milhões após 21 meses de trabalhos — o plano previa 36 meses de prazo. Ao todo, desde 2018 a unidade brasileira já contribuiu com mais de meio bilhão de dólares em redução de custos e a presidente quer mais. “Acreditamos que ainda há oportunidades para ganhos de eficiência”, disse.

Fazer mais com menos, por sinal, é um mantra dentro da Mosaic Brasil. E isso se aplica também à venda de produtos. Mas não é que a empresa, uma das maiores do País, queira perder participação em um dos maiores mercados para a companhia. O objetivo é ensinar o produtor brasileiro a ter mais produtividade, usando menos fertilizantes. E aqui entra o grande esforço que a empresa tem feito para desenvolver produtos de alta performance. Demanda de mercado há. Em 2021, a empresa vendeu 2 milhões de toneladas dos fertilizantes mais eficientes e com menos impacto ambiental, crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Os planos agora incluem destinar parte dos investimentos Capex, que em 2021 somaram US$ 1,2 bilhão, para o desenvolvimento de novas tecnologias que aliem produtividade e proteção ambiental. “Esse é um importante pilar dentro da nossa estratégia ESG”, afirmou Corrine.

ESG Dentro dos planos de ter uma atuação cada vez mais responsável a empresa abriu as possibilidades de trabalhar em parceria com outros players do mercado como está fazendo com a Bayer no programa PRO Carbono. “Queremos ajudar os produtores a melhorarem sua produtividade e a também conseguirem aumentar a armazenagem de carbono no solo”, afirmou a presidente da Mosaic Brasil. Uma parceria com a Embrapa para a recuperação de pastagens degradadas também está em curso. Segundo a executiva, os produtores brasileiros têm uma grande oportunidade de usar fertilizantes apropriados para restabelecer a saúde do solo, tornando a terra um depósito de sequestro de CO2 e ainda acumular ganhos econômicos com o aumento do peso do gado. “Temos estudos que comprovam que investir em pastagens é uma relação de ganha-ganha para o solo, animais, produtores e meio ambiente”, disse.

Se a nova dinâmica só traz benefícios, porque demorou a vir? Para a executiva, a culpa é da própria indústria. “Quando discutíamos proteção ao meio ambiente, sempre pensávamos na Amazônia”, afirmou. “Somente de alguns anos para cá, começamos a estudar mais a fundo os benefícios da biodiversidade do solo, a capacidade de pastagens restauradas de sequestrar CO2 e os consequentes impactos no rebanho.”

Estudo da Embrapa de junho de 2021 referenda a tese da executiva. De acordo com o material, um sistema de média lotação, de 3,3 unidades animais (UA) por hectare — uma unidade animal corresponde a 450 kg de peso vivo. ­—, em que a pastagem foi recuperada, foi capaz de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa de bovinos e ainda gerar créditos de carbono correspondentes ao produzido por seis árvores de eucalipto. Esse foi um dos quatro sistemas montados na Embrapa Pecuária Sudeste (SP) para mensurar o ônus e o bônus de carbono, indicando o grau de sustentabilidade ambiental da atividade.