Economia

Exportação para árabes é recorde no 1º semestre

Vendas brasileiras atingem total de US$ 5 bilhões. Comércio de carnes continua liderando a pauta, obtendo avanço de 10%. Emirados Árabes incrementaram em 40% suas compras.

A Câmara de Comércio Árabe Brasileira divulgou o resultado do balanço relativo ao agronegócio entre o Brasil e o mundo árabe realizados no primeiro semestre deste ano. As exportações do setor demonstraram evolução de 7% em relação aos seis primeiros meses de 2012, atingindo um total de quase US$ 5 bilhões. Os Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo maior comprador de produtos brasileiros da Liga Árabe, incrementou expressivamente suas exportações em 40%.

O resultado positivo foi puxado, especialmente, pela exportação de carnes, responsável por 41% do total comercializado em produtos agrícolas e pecuários, crescendo cerca de 10% e representando um total de mais de US$ 2 bilhões. Dividindo o topo do ranking, o complexo sucroalcooleiro teve participação de quase 38%, apresentando um crescimento de 11% em um montante de US$ 1,9 bilhão. Cresceram de forma também significativa as exportações dos produtos sementes e animais vivos, respectivamente 16% e 90%.



“O destaque foi o complexo soja, que representou 5% do que o agronegócio exportou, ou US$ 252 bilhões no semestre. O resultado positivo decorreu principalmente do desempenho das vendas de milho, soja em grão e açúcar. As exportações de milho passaram de US$ 126 milhões para US$ 316 milhões, com alta de 152%, as de soja cresceram 3,6% para US$ 252 milhões, e as de açúcar 10% para US$ quase 2 bilhões”, afirmou o diretor-geral da Câmara Árabe,  Michel Alaby.

Maior destino histórico de exportações do agronegócio brasileiro, a Arábia Saudita foi a responsável por 26% do total no semestre. O país importou o equivalente a US$ 1,3 bilhão, demonstrando expressivo crescimento de quase 15%. Globalmente, os sauditas ocupam o oitavo lugar no ranking de vendas externas do Brasil.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) – que figuram na lista dos 20 principais, 14ª posição, em nível mundial – são o segundo maior importador árabe do Brasil, com participação de 18%, o que representou quase US$ 1 bilhão no acumulado do ano, também evidenciando considerável aumento. Só em junho o avanço nas exportações do agronegócio brasileiro para esse país foi de 53%.

Entre os top 5, também destaca-se Omã, para onde as empresas brasileiras tiveram um crescimento de mais de 20% em suas exportações. Entretanto, o desempenho mais surpreendente foi o da Líbia, que aumentou em 32% as compras de produtos brasileiros, demonstrando uma recuperação muito significativa.

A Liga Árabe como região foi a terceira maior importadora de produtos do agronegócio no semestre, atrás apenas da Ásia e União Europeia. O país que mais comprou foi a China. No acumulado do ano, a posição das regiões mais importadoras foi a mesma e a China também figurou como a grande compradora dos itens produzidos no campo no Brasil.

A corrente comercial entre o Brasil e os países árabes cresceu mais de seis vezes entre 1989, início da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), e 2012. No ano passado, o comércio entre o Brasil e os 22 países representados pela Liga Árabe chegou a quase US$ 26 bilhões. Há 23 anos, foi de US$ 4,1 bilhões.

As exportações do agronegócio brasileiro como um todo cresceram em 13,7% em junho para US$ 9,18 bilhões. O setor respondeu por 43,2% de tudo o que o País faturou com embarques ao exterior. Houve crescimento de 32,6% sobre igual mês do ano passado e aumento também nas quantidades embarcadas. No semestre, as exportações chegaram ao recorde de US$ 49,57 bilhões e tiveram aumento de 10,7% sobre os seis primeiros meses do ano passado. Fonte:CCA-B.