Economia

Para a americana AGCO, mercado de máquinas pode fechar o ano 5% inferior a 2015

Comparado a queda de 34,5% nas vendas no ano passado, resultado é positivo segundo os dirigentes da AGCO

Para a americana AGCO, mercado de máquinas pode fechar o ano 5% inferior a 2015

Martin Richenhagen, CEO da AGCO Global Divulgação

Depois de amargar a maior queda nos últimos dez anos, o mercado de máquinas estima encerrar este ano com um total de vendas de cerca de 42,7 mil unidades. O resultado é 5% menor ante 2015, com 44,9 mil unidades vendidas – em comparação a 2014, a queda de vendas no ano passado foi de 34,5%. A estimativa de Werner Santos, vice-presidente de Vendas e Marketing da americana AGCO para a América Latina. “O segundo semestre do ano tem se mostrado mais positivo para o setor”, diz Santos durante a coletiva concedida a jornalistas, ontem (dia 5), durante o encontro com revendedores da companhia no País, realizado em Foz do Iguaçu (PR).

Otimista, Martin Richenhagen, o presidente global da companhia, dona das marcas de máquinas agrícolas Massey Ferguson e Valtra, acredita no crescimento dos negócios no País, tornando o Brasil um mercado estratégico para a companhia. “Depois de um longo período de incertezas políticas e econômicas que impactaram as vendas da indústria no Brasil, os produtores estão retomando a confiança para investir em novos equipamentos”, diz Richenhagen. “Nossas perspectivas de longo prazo para a indústria continuam promissoras na América do Sul e também de forma global.”

Setembro

Hoje, dia 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou os resultados de setembro do setor. As vendas no segmento agrícola e rodoviário cresceram 6,1% em setembro: foram 4,8 mil unidades contra 4,5 mil em agosto e aumentaram 22,2% ante as 3,9 mil unidades vendidas em setembro do ano passado.

As vendas no acumulado registraram redução de 17,4% quando comparadas as 30,4 mil unidades deste ano com as 36,8 mil do ano passado. Já a produção de máquinas autopropulsadas no mês foi de 5,1 mil unidades, o que representa baixa de 13,6% frente as 5,9 mil unidades de agosto e de expansão de 0,9% se comparado com as 5 mil de setembro do ano passado.

Até o último mês a produção chegou a 35,8 mil unidades, o que significa recuo de 21,7% contra o ano passado com 45,7 mil. Nestes nove meses do ano 7 mil unidades foram negociadas com outros países, número inferior em 8,6% contra as 7,7 mil do ano passado.