Negócios

Certificadora muda estratégia para o Brasil

BCS Öko-Garantie planeja crescer 50% no segundo semestre

A certificadora BCS Öko-Garantie do Brasil, especializada no segmento de orgânicos, anuncia mudanças na estratégia para o mercado nacional para ampliar serviços e crescer 50% no segundo semestre, com reposicionamento de serviços, alteração da diretoria e mudança de sede, de Piracicaba (SP) para Florianópolis (SC).

Tradicional e pioneira na certificação na Alemanha, a BCS foi fundada em 1990, e em 1992 – no auge das discussões sobre meio ambiente, foi a primeira empresa licenciada para aplicar o regulamento ecológico da União Europeia. Conta com projetos ativos em mais de 80 países e tem sede em 40 deles. Certifica 450.000 produtores e 3.000 empresas processadoras, exportadoras e importadoras em todos os níveis da agricultura orgânica. Atua no Brasil desde o ano 2.000, em especial nos setores de café, mel, frutas e agroindústrias desses setores.

Em agosto de 2014, a certificadora alemã foi comprada pelo grupo holandês Kiwa, uma das maiores empresas especializadas em proteção ambiental, possibilitando ampliar muito seu leque de serviços. “Hoje, fazemos parte das 20 maiores empresas de certificações do mundo, podemos oferecer aos clientes mais serviços de certificação e por conta disso, estamos mais competitivos. Com a chegada do Grupo KIWA nossa expansão será na oferta de novos serviços como as certificações industriais; além de estarmos na fase final para o credenciamento na legislação brasileira de orgânicos, onde vamos começar a atuar agora no segundo semestre. A mudança de sede para Florianópolis também atende à demanda da região sul. Nossa meta é crescer 50% com a nova plataforma de serviços”, explica Marcelo Farias, gerente geral da KIWA BCS Brasil, que assumiu a direção da empresa dia 3 de junho.

A BCS Öko-Garantie do Brasil certifica desde a semeadura da matéria prima até a prateleira nos supermercados, integrando os processos de acreditação, aceitos por agências certificadoras globais como: Naturland (IFOAM), Bioland, Demeter, Bio Suisse, Soil Association, COFCC (China), USDA, JAS (Japão), Fair Trade, GOTS (Têxtil), entre outras. “Não pensamos em crise. Esse setor cresce dois dígitos todos os anos e o setor de orgânicos movimentou R$ 2 bilhões no Brasil em 2014″, diz Marcelo Farias.