Negócios

“O Food Service caiu 70%, mas nossa baixa não chegou a 30%”, diz CEO da Marfrig. Assista ao vídeo

Crédito: Divulgação

Miguel Gularte é o diretor-presidente da Marfrig (Crédito: Divulgação)

Com o isolamento social em decorrência da pandemia da Covid-19, o setor do Food Service foi um dos mais afetados no Brasil e, consequentemente, os seus fornecedores. Essa não foi a realidade da Marfrig. “O produto que ia para os restaurantes começou a ser vendido no varejo e atacado. Direcionamos as nossas vendas e não sentimos tanto esse momento. Enquanto o Food Service caiu 70% em comercialização, a nossa baixa não chegou em 30% no período”, explica o diretor-presidente da Marfrig, Miguel Gularte.

O executivo ressalta, em live transmitida hoje (04) nas redes sociais da ISTO É DINHEIRO, que nem todas as redes de alimentação fora do lar sofreram grandes perdas durante o isolamento. “Uma parte das empresas já estava trabalhando com delivery, o que compensou um pouco as vendas. Esses clientes continuaram comprando com a gente, são marcas fiéis aos nossos produtos e mais tracionais no mercado”, conta Gularte.

+ Marfrig diz que fará testes de covid-19 em todos os seus funcionários no Brasil
+ Marfrig: 72% das receitas no trimestre foram geradas pela National Beef
+ Marfrig: vemos oportunidade de exportação para EUA com reabertura de mercado

Entre as vendas globais da processadora de carnes, 75% da produção é exportada e 25% fica no mercado interno, o que também ajudou a manter os bons resultados. Gularte, em conversa com Celso Masson, diretor de Núcleo da Editora Três, também detalhou a preparação da empresa para esse momento. “Nós temos um programa de melhoramento contínuo, que já estava alavancando os indicadores da empresa, principalmente em produtividade. Isso nos ajudou a enfrentar a pandemia”, revela.

A diversificação no portfólio, com a produção de hambúrguer vegetal, é outro fator que favoreceu o crescimento da empresa. O segmento é comandado pela PlantPlus Foods, uma joint-venture firmada com a companhia ADM. “Esse mercado faturou US$ 1 bilhão no ano passado nos Estados Unidos e, a previsão para 2022, é de US$ 5 bilhões. Nosso objetivo não é substituir a carne, é complementar o nosso mix. Quem é vegetariano consome, mas quem gosta de misturar as dietas também”, afirma Gularte.

Em relação ao desempenho do setor em 2020, o executivo prevê um bom ano. “O dólar vai seguir em alta e os mercados que exportamos já passaram ou estão no final do pico da pandemia. Além disso, temos a abertura de comércio para os EUA, que tem um alto giro de produtos. Teremos um mundo mais pobre, mas estamos em um segmento que a demanda supera a oferta. A carne bovina é a rainha das proteínas e isso não vai mudar”, finaliza.

Picapes respondem por 12% dos recalls de 2019, aponta pesquisa
5 dicas para conservar (ou comprar) uma picape
As 10 picapes mais vendidas no Brasil em janeiro