Hippus

O milionário prêmio dos três tambores

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Na abertura do tradicional torneio nacional de três tambores, o 9º Gran Prix Haras Rapahela, realizado de 7 a 12 de março em Tietê (SP), o organi­zador do evento, o criador Dirley Rugolo anunciou que o valor total do prêmio vai dobrar em 2018. O total será de R$ 1 milhão, ante os R$ 511 mil distribuídos aos competidores neste ano. O torneio recebeu 3,3 mil inscrições de atletas de todo o País para as provas esportivas e para o 6º leilão Haras Rapahela Show de Estrelas. A venda de 33 animais rendeu R$ 2,2 milhões, com uma média R$ 67,9 mil.

Herdeiros do mangalarga

A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador promoveu em Belo Horizonte (MG), no mês passado, a 27ª Exposição Herdeiros da Raça. A mostra reuniu 400 animais para julgamentos de marcha e morfologia. Para o presidente da entidade, o criador Daniel Borja, o evento vem se consolidando como uma prévia da Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, realizada anualmente em julho.

Receita recorde

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Com um faturamento recorde, o criador Mariano Lemanski, da cabanha São Rafael, de Balsa Nova (PR), celebrou seus 30 anos de seleção da raça de cavalo crioulo com a promoção de mais um remate próprio. Realizado em 11 de março, o leilão faturou R$ 3,2 milhões na venda de 63 animais, receita 70% acima da edição do ano passado, com faturamento de  R$ 1,88 milhão. O destaque foi a égua Naia do Purunã comercializada por R$ 340 mil.

Brasil desponta em Dubai

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Luis Felipe Ulbrich

A fêmea árabe FT Shaella, da criadora Flávia Torres, proprietária do haras Quatro Estações, em Boituva (SP), foi a campeã Égua Ouro no Dubai International Arabian Horse Championship. Realizada de 17 a 19 de março, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é a mais importante exposição do cavalo árabe no Oriente Médio, reunindo cerca de 200 equinos de todo o mundo. Shaella obteve 30 pontos nas avaliações morfológicas, 20 a mais que a segunda colocada, a égua polonesa Norma.

Cânter

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O médico Márcio Matheus Tolen­tino, 72 anos, é um dos criadores mais prestigiados do quarto de mi­­lha. Seu trabalho de seleção, de 42 anos, no haras ST, em Bauru (SP), garante esse reconhecimento. Em dez anos de premiação ABQM Awards, Tolentino levou nove ve­­zes o troféu de Melhor Criador, dado pela As­­sociação Brasileira de Criadores de Cavalo Quar­to de Milha (ABQM). Em outubro, parte dessa ge­­né­­tica estará à disposição no 7º leilão Haras ST.

Qual o segredo para tantos troféus?
Eu diria que é o planejamento persistente. A gente tem de ir desenvolvendo a genética aos poucos, porque não é do dia para noite que se chega um bom plantel.

São quantos animais?
Tenho 28 éguas e dez potros. A partir da produção dessas éguas, retenho os melhores animais e vendo os demais.

Quanto o sr. faturou com os cavalos em 2016?
Com o leilão foram cerca de R$ 1,5 milhão. Somado com o restante de vendas no haras a receita foi de R$ 2 milhões. Mas não estruturei o haras como negócio. Ele é uma paixão e lazer misturados.

Mas cavalo é um bom negócio para se investir?
Se o criatório tiver o foco na rentabilidade, a criação de cavalo é sim um bom negócio.