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Olhe para o céu às 19h nesta segunda-feira (21) para ver Júpiter e Saturno

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Olhe para o céu às 19h nesta segunda-feira (21) para ver Júpiter e Saturno (Crédito: Pixabay)

Durante o ano de 2020, Júpiter e Saturno foram se aproximando um do outro no céu. A aproximação resultará em um fenômeno astronômico raro que não ocorre desde a idade média e poderá ser visto da Terra no anoitecer desta segunda-feira (21), tendo em vista que hoje será a distância mínima entre os planetas. Outra conjunção similar ocorrerá em 2080, daqui a 60 anos.

A proximidade fará com que os dois corpos celestes pareçam um planeta duplo. Esse tipo de fenômeno ocorre devido às órbitas dos planetas em torno do Sol, portanto são perfeitamente previsíveis. Para isso, basta olhar para Oeste ao fim do dia de hoje, segundo o Tilt.

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É importante que o céu esteja limpo, sem nuvens densas ou chuva. A conjunção deverá ser vista do Brasil por um pouco mais de uma hora e quanto mais próximo da linha do Equador, maior será a visibilidade.

O ideal é encontrar locais altos, sem prédios, montanhas ou luzes artificiais, 30 minutos após o por do Sol, próximo às 19h. O interessante é olhar para o mesmo lado que o Sol se põe, segundo o Tilt.

Ciência

“Do ponto de vista estritamente técnico, não é um fenômeno de grande importância já que a mecânica celeste é uma área bem conhecida e antiga da astronomia. Mas a importância vem da raridade de uma conjunção tão próxima assim”, explicou Roberto D. Dias da Costa, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP).

Ainda segundo o professor, essa raridade vem do fato de que os planetas giram em torno do Sol com velocidades distintas e com períodos distintos: “a Terra gira em torno do Sol em um ano, claro, Júpiter a cada (aproximadamente) 12 anos e Saturno a cada (aproximadamente) 30 anos. É essa ‘dança’ que torna as conjunções raras, são poucas as oportunidades em que esses astros ficam alinhados para nós que observamos daqui da Terra”, acrescentou.

Os alinhamentos, tecnicamente chamados de conjunções, ocorrem quando dois corpos ficam aparentemente muito próximos um do outro no céu. “Falo ‘aparentemente’ porque, é claro, as distâncias até nós são bem diferentes, eles estão apenas na mesma linha de visada.

Júpiter e Saturno, os dois maiores planetas do sistema solar, são normalmente chamados de ‘grandes conjunções’. No caso do alinhamento deste ano, eles ficarão de fato muito próximos um do outro, a distância angular entre eles no céu será equivalente a um quinto do diâmetro da lua cheia, portanto ficarão bem próximos sim”, afirmou o professor de Astronomia.

As conjunções entre esses dois planetas ocorrem a cada 20 anos. No entanto, o fenômeno deste ano será verdadeiramente excepcional, pois os planetas ficarão muito próximos um do outro, o que não acontece há centenas de anos.

Outra conjunção com os planetas próximos ocorreu em 1623, “mas naquela ocasião os dois planetas estavam muito próximos do Sol e provavelmente ninguém observou. A conjunção mais semelhante e observável (já que era visível à noite) ocorreu em 1226, há quase 800 anos”, lembrou Costa.

Entre os dias 16 e 21 de dezembro, o alinhamento será visto em todos os pontos da Terra dos quais os planetas são vistos, o que equivale a praticamente todo o planeta, embora as condições de visualização sejam melhores perto da linha do Equador. “De todo o território brasileiro será possível ver”, afirmou o professor.

A distância mínima, porém, será no dia 21, que coincidentemente é o dia do solstício de verão, que marca o início do mesmo. “Mas nas noites imediatamente antes e depois dessa data, eles também estarão próximos”, adiantou.

Para quem quiser observar o fenômeno, “basta olhar na direção do pôr do sol no início da noite do dia 21 e observar os dois pontos brilhantes muito próximos um do outro. Nas noites imediatamente antes e depois dessa data eles ainda estarão bem próximos. Como é um fenômeno lento, provavelmente veremos muitas fotos circulando nas redes sociais”, disse Costa.

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