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Pazuello teve conhecimento de problema de oxigênio em Manaus dia 8/1, diz Mayra

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, afirmou nesta terça-feira, em depoimento à CPI da Covid, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello teve conhecimento do desabastecimento do oxigênio em Manaus no dia 8 de janeiro. Segundo ela, ao saber do caso, Pazuello a teria questionado sobre o desabastecimento, o qual Mayra afirmou não ter sido comunicada durante sua visita a Manaus.

A informação, no entanto, diverge das prestadas pelo ex-ministro Pazuello, que em depoimento à CPI na última quarta-feira (19), Pazuello disse que foi informado sobre a falta de oxigênio em Manaus apenas na noite do dia 10 de janeiro.

“No dia 8 de janeiro, seis dias antes, nós já tínhamos iniciado o transporte aéreo de oxigênio para Manaus. Eu tomei conhecimento de riscos em Manaus no dia 10, à noite, numa reunião com o governador e o secretário de Saúde, quando eles me passaram as suas preocupações que estavam com problema logístico sério com a empresa White Martins”, afirmou Pazuello à CPI.

Cloroquina e imunidade de rebanho

No depoimento, Mayra Pinheiro, afirmou estar “pacificado” o consenso de que a cloroquina não deve ser adotada no uso hospitalar. Segundo a secretária, contudo, o medicamento deve ser usado no início da doença, ainda em sua fase de transmissão, apesar de estudos demonstrarem que o medicamento não tem eficácia contra a covid-19.

Mayra Pinheiro negou também que tenha feito a defesa da teoria da “imunidade de rebanho” através da contaminação da população. “Eu nunca fiz defesa da imunidade de rebanho, quando eu me referi a ela, no vídeo que o senador Renan trouxe aqui, eu me referi às crianças”, disse, afirmando que crianças deveriam permanecer indo a escolas por ter baixa transmissão da doença.

Mayra também afirmou manter a posição pelo uso de “todos os recursos possíveis” para tratar pacientes com covid-19 sobre declarações dadas por ela sobre o uso da hidroxicloroquina em crianças e adolescentes.

“A Anvisa só recomenda medicamento cujo tratamento está indicado em bula. Mantenho a orientação de que se pode usar todos os recursos possíveis para salvar vidas. Sociedades dão opiniões, não definem orientação do Ministério da Saúde”, disse.

Na esteira de questionamento da senadora Eliane Gama (Cidadania-MA), a secretária negou ter se reunido com o presidente da república, Jair Bolsonaro, para tratar de questões relativas à sua pasta. Segundo ela, só se reunia com o presidente em eventos públicos do Palácio do Planalto quando era convidada pelo Ministério da Saúde. Negando inclusive ter se sentado com Bolsonaro para realizar qualquer despacho. “Os secretários não fazem despacho com o presidente da república. o ministro faz”, afirmou.

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