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Petróleo fecha em alta de mais de 4%, após Opep+ decidir manter corte na produção

O petróleo disparou e fechou a sessão desta quinta-feira, 4, em forte alta, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciar que vai manter os níveis de produção da commodity de março também em abril, incluindo os cortes na produção da Arábia Saudita, de 1 milhão de barris por dia (bpd). A decisão foi divulgada em comunicado após reunião do cartel nesta quinta-feira.

O contrato do petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,16% (+US$ 2,55), cotado a US$ 63,83 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Este é o maior valor de fechamento da commodity desde abril de 2019, segundo informou a Dow Jones Newswires.

Já o Brent com entrega prevista para maio avançou 4,17% (+US$ 2,67), a US$ 66,74 O barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os contratos chegaram a subir 5%, diante de relatos na imprensa internacional que precederam o comunicado da Opep+. A alta do dólar ante moedas rivais por conta do avanço dos juros dos Treasuries e do clima pessimista nas bolsas de Nova York, porém, reduziu os ganhos do óleo.

A manutenção da produção de petróleo pelos países da Opep+ ocorre apesar de alta nos preços da commodity em sessões recentes, que em tese levaria o cartel a aumentar o seu suprimento. De acordo com o ministro de Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman Al Saud, a estabilidade dos preços é o foco da Opep+ no momento. O documento divulgado nesta quinta pela instituição informa ainda que Rússia e Casaquistão aumentarão suas ofertas em 130 mil e 20 mil bpd, respectivamente, atribuindo isso a ajustes sazonais.

A Capital Economics avalia, em comunicado, que uma recuperação mais lenta da oferta da Opep+ representa um risco de alta para os preços do petróleo, ao menos no curto prazo. Antes, a casa previa a suspensão de parte dos cortes na produção já em abril.

Para a diretora de pesquisa da Kopernik Global Investors, Alissa Corcoran, é difícil saber se a decisão da Opep+ foi correta ou não, já que a demanda a curto prazo de petróleo é imprevisível.

Em comentário à Dow Jones Newswires, ela disse esperar que, caso os preços da commodity energética sigam subindo, outros produtores de petróleo devem preencher a lacuna deixada pela manutenção dos cortes da Opep+.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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