Os contratos futuros de petróleo fecharam em direções opostas nesta sexta-feira, 28, sem muito impulso, com investidores avaliando que os estragos temidos pelo furacão Laura na infraestrutura do setor no Golfo do México não se concretizaram. Por outro lado, o dólar mais fraco apoiou o óleo.

O contrato do WTI para outubro terminou em baixa de 0,16%, a US$ 42,97 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro, contrato mais líquido agora, subiu 0,46%, a US$ 45,81 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O contrato do Brent para outubro registrou baixa de 0,09%, a US$ 45,05 o barril.

A Sucden Financial destacava em relatório que as refinarias do Golfo do México já estavam em “modo recuperação”, após a passagem de Laura. O furacão não causou tantos estragos quanto temido, o que pressionou os preços do barril.

O Julius Baer, por sua vez, diz que a maioria das operações na região parece que retornará ao normal nos próximos dias. Para o banco, porém, os problemas causados nos últimos dias no Golfo aceleraram a normalização em andamento no mercado. O Julius Baer diz ter uma visão “construtiva” sobre a trajetória dos preços do petróleo, com o excesso de estoques diminuindo. Além disso, afirma que os riscos de mais tempestades no Golfo do México e problemas para o setor devem seguir altos até novembro, o que pode provocar volatilidade nos preços dos contratos.

No câmbio, o dólar mostrou fraqueza hoje ante outras moedas fortes, como iene, euro e libra. Isso torna o petróleo mais barato para os detentores dessas divisas e tende a apoiar a demanda.

Na agenda do dia, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA recuou 3 na semana, a 180.