Economia

Preços do café, milho, arroz, soja e trigo sobem em março, diz Cepea

Crédito: Claudio Bezerra / Embrapa

Na média do mês, o indicador para a capital paulista foi de R$ 556,28 (Crédito: Claudio Bezerra / Embrapa)

Os preços do café arábica avançaram em março, impulsionados pelas altas dos valores externos da variedade e do dólar, além da maior demanda e da retração dos vendedores. Na média do mês, a saca de 60 quilos na Capital paulista custou R$ 556,28. O resultado representa um avanço de R$ 74,31 por saca, cerca de 15%, em relação à média de fevereiro.

A informação consta em um relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP). A entidade divulgou um estudo com os principais indicadores do agronegócio do País referente ao mês de março.

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No âmbito dos grãos, o preço do arroz em casca também operou em alta, acima dos R$ 49 por saca de 50 quilos, um valor alto para este período de colheita. O resultado, referente à praça do Rio Grande do Sul, foi influenciado por uma forte valorização na última dezena de março. O preço da saca, no fechamento do dia 31, atingiu R$ 51,92, recorde nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 2005.

As cotações de milho continuaram subindo em março, devido ao maior interesse de compradores. Em Campinas, no Interior de São Paulo, o indicador subiu 12,9% no acumulado de março, para R$ 60,14 por saca de 60 quilos no dia 31. A média do indicador, de R$ 57,41, também é a maior da série do Cepea, em termos nominais.

A soja, mesmo com a finalização da colheita em muitas regiões brasileiras, enfrentou uma disputa entre compradores domésticos e externos no mês, o que elevou os preços no País.

Entre as médias de fevereiro e de março, o indicador da soja Paranaguá subiu 8,4%, com média de R$ 94,97 por saca de 60 quilos. Na última semana de março, o indicador estava acima de R$ 100, patamar recorde nominal da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2006.

Os preços do trigo estão em movimento de alta desde outubro do ano passado, influenciados pelo dólar elevado, por dificuldades na importação e pela firme demanda interna. No acumulado do mês, o valor do trigo subiu nos mercados de lotes em São Paulo (12,6%), Rio Grande do Sul (8,7%), Paraná (6,7%) e Santa Catarina (2,1%).

Carnes

Em relação às carnes, o mercado de frango registrou alta nas demandas externa e doméstica. No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado se valorizou 4,4% de fevereiro para março, com a média mensal a R$ 4,65 por quilo. Para o inteiro resfriado, a alta foi de 2,6%, com o preço médio de R$ 4,59 por quilo.

O preço da carne bovina, no entanto, foi instável durante março, devido às incertezas relacionadas ao operacional da cadeia produtiva e ao comportamento da demanda.

Os preços da arroba do boi gordo iniciaram o mês bastante firmes, sustentados pela baixa oferta de animais para abate. Assim, em praticamente toda a primeira quinzena do mês, o indicador esteve na casa dos R$ 200. Já no início da segunda metade do mês, com o avanço de casos de coronavírus no Brasil, os preços da arroba enfraqueceram e o indicador chegou a fechar em R$ 187,40 no dia 18.

Por outro lado, os preços do cordeiro, tanto vivo quanto da carcaça, tiveram uma desvalorização. Em São Paulo, a queda de fevereiro para março foi de 4%, a maior dentre os Estados analisados pelo Cepea, com média de R$ 9,10 o quilo no último mês. Em Mato Grosso do Sul, a baixa chegou a 2% no mesmo comparativo, com a média a R$ 7,20 em março.

Em queda

Já o indicador do açúcar cristal, no Estado de São Paulo, acumulou baixa de 6,50% em março, fechando a R$ 75,64 a saca de 50 quilos no dia 31.

Ainda de acordo com o estudo do Cepea, o algodão teve seu valor pressionado no mercado internacional. O primeiro vencimento na Bolsa de Nova York operou no menor patamar desde meados de junho de 2009. Em termos nominais, e o Índice Cotlook A chegou a US$ 0,6130 por pluma no dia 31 de março. A moeda norte-americana operou acima de R$ 5 ao longo de toda a segunda quinzena do mês, gerando influência nos preços.

O etanol também sofreu com as incertezas devido ao avanço da pandemia de coronavírus. A média dos valores das semanas cheias de março do etanol hidratado foi de R$ 1,8093 por litro, 14,8% menor do que a das semanas de fevereiro. O etanol anidro também registrou queda no mercado spot, de 8,5%, com média de R$ 2,0811 por litro.

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