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Produção de café do Peru deve crescer 5% para 4,3 mi de sacas, diz USDA

São Paulo, 17 – A produção de café do Peru na safra 2018/2019 (abril a março) está estimada em 4,3 milhões de sacas de 60 kg, representando aumento 5% em relação ao período anterior. As informações fazem parte de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo o órgão norte-americano, a produção de café do Peru recupera-se de um surto de ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix) que afetou 50% da colheita na safra 2013/2014.

A área colhida com café no Peru em 2018/2019 está prevista em 360 mil hectares, permanecendo nos mesmos níveis do ano anterior. Como parte do programa do Ministério da Agricultura local para recuperar lavouras com ferrugem, produtores continuam recebendo cafeeiros e fertilizantes para cultivar novas áreas. A expectativa do governo é renovar 80 mil hectares com café. A colheita de café no Peru começa em abril, com picos no período de junho a setembro (cerca de 85% dos trabalhos de colheita ocorrem entre abril e julho).

Conforme o USDA, o Peru produz quase exclusivamente café arábica, dos quais mais de 70% é da variedade typica, seguida por caturra (20%) e outros (10%). Aproximadamente 75% do cultivo de café no Peru ocorre entre 1.000 e 1.800 metros acima do nível do mar. A maior parte do café é cultivada à sombra e a densidade média é de 2 mil plantas por hectare.

O Peru, com cerca de 90 mil hectares orgânicos certificados, principalmente de pequenos agricultores, é o maior exportador mundial de café orgânico. Segundo o USDA, a demanda externa por café especial tem motivado alguns cafeicultores a buscarem certificação internacional.

As exportações de café do Peru em 2018/2019 estão previstas em 4,1 milhões de sacas, 5% acima do período anterior. As exportações totais do ano civil de 2017 foram de 3,9 milhões de sacas (234,6 mil toneladas). Os Estados Unidos foram o principal mercado para o café peruano, representando 24% do total das exportações. Alemanha e Bélgica também foram importantes mercados de exportação, com 22% e 9% das exportações, respectivamente.