Tecnologia

Rally da Pecuária: expectativa é comprovar importância da tecnologia

Crédito: GG ROCHA

in loco: o Rally da Pecuária visita o confinamento da família Queiroz, em Frutal (MG), uma estrutura projetada para terminar 17 mil cabeças de gado por ciclo de engorda (Crédito: GG ROCHA)

Porto Alegre, 02 – A primeira etapa da 9ª edição do Rally da Pecuária, que o Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, acompanha, começa a visitar propriedades e a ouvir produtores nesta terça-feira. A expectativa é de que a alta recente nos preços do boi gordo traga benefícios para pecuaristas, mas principalmente para aqueles com mais tecnologia, que consigam produzir mais carne por hectare. Os que ainda não se atualizaram devem ficar para trás.

Mesmo com a arroba do boi gordo valorizada em decorrência do surto de peste suína africana que assola plantéis na China, os benefícios entre pecuaristas brasileiros serão captados pelos mais produtivos. “Os preços mais altos favorecem os produtores com mais animais para vender”, diz o consultor Maurício Nogueira, da Athenagro, uma das organizadoras do Rally. Ele estima que, no Brasil, apenas 7% dos pecuaristas têm margens de lucro competitivas.

A Equipe 1 passará por Pelotas, Dom Pedrito, Alegrete e Santa Maria, municípios do Rio Grande do Sul. Nogueira afirma que na região Sul do País o sentimento do produtor provavelmente será de otimismo. “Acho que vamos ver uma expectativa um pouco melhor, os preços melhoraram principalmente para gado terminado e vaca, estão bem valorizados no Estado em relação ao restante do Brasil”, disse ele. Nogueira lembrou, entretanto, que deve haver reclamação do capim annoni: “Está praticamente dominando as regiões de pastagem dos pampas, é muito difícil o controle e tem atrapalhado muito a vida do pecuarista gaúcho”.

*O repórter viaja a convite do Rally da Pecuária