Economia

Rastreando problemas

O Sisbov, sistema de rastreabilidade do gado brasileiro, vive seu teste de fogo, enquanto os europeus apertam as exigências

BRINCO NA ORELHA: modelo brasileiro vem sendo aperfeiçoado pelo Ministério da Agricultura

O nome é velho conhecido e seus problemas também: Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva, o Sisbov. O modelo, que nasceu para alçar a pecuária brasileira a um novo ciclo de segurança alimentar, em que todo gado exportado seria rastreado do abate até a fazenda, passa por seu teste de fogo. No começo de novembro, nove membros da comissão européia aportaram no Brasil a fim de conferir o resultado de mudanças solicitadas em março. O Ministério da Agricultura tem demonstrado preocupação com a rigidez do bloco, que deseja ver constar todo o histórico de manejo. Mas será que o novo sistema está preparado para isso? Segundo o coordenador do Sisbov, Serguei Brener, o sistema novo é melhor do que o antigo e mais protegido contra possíveis fraudes.

PRATINI DEE MORAEES:

“Pressão é medo da concorrência brasileira”

O caso mais conhecido de irregularidades diz respeito a animais fantasmas, cujo número de identificação de brinco era lançado no sistema sem corresponder a nenhuma rês. A primeira certificadora a passar por problemas foi a Condão, de Cuiabá, no final de outubro. A empresa teve as atividades suspensas pelo Ministério da Agricultura por supostamente lançar animais inexistentes no Sisbov. A empresa se defende e contesta as acusacões, mas muitos analistas enxergam outros problemas. Para o consultor Alcidez Torres J., há um problema político em jogo. Isso porque países produtores de carne na Europa têm feito forte campanha contra o boi brasileiro, que ganha mercado a cada dia. O argumento é que o sistema implantado no País não garante que animais oriundos de zonas não controladas sejam vendidos como animais rastreados. Para Brener, do Sisbov, mesmo que alguns ajustes sejam necessários, o novo Sisbov é seguro e os riscos, pequenos. Ainda que as pressões européias sejam grandes, há um outro problema, tese defendida pela indústria: não há, no mundo, carne disponível no volume necessário, caso o Brasil deixe de exportar. “Se eles embargarem o Brasil, será um problema para eles também”, avalia Torres. Embora tenha a mesma opinião, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes, Marcus Pratini de Moraes, diz que o Brasil não tem o que temer. “Estamos preparados e toda a pressão é medo da competência brasileira”, diz. Para ele, o País está apto a cumprir as exigências do bloco. “Somos melhores que eles em muitos aspectos e vamos rastrear nosso boi com excelência”, garante Pratini.

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