Economia

Roberto Rodrigues

Ex-ministro da Agricultura e atualmente à frente do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ex-ministro da Agricultura e atualmente à frente do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV), assume a presidência da Agrishow com a missão de mudar sua dinâmica e aumentar os negócios da maior feira agrícola do BrasilRURAL – Quais as prioridades neste seu retorno à presidência da Agrishow?

ROBERTO RODRIGUES – Fui presidente do evento em três oportunidades, então conheço bem os desafios para gerir e melhorar a feira. Os principais pontos são modernizar a gestão e profissionalizar sua execução.

E como o sr. pretende fazer isso?

RODRIGUES – A Abimaq criou um conselho de administração do evento, chamando entidades que não necessariamente são sócias, mas que estão envolvidas com o agronegócio, para dessa forma decidir quais as melhores estratégias da feira para o futuro. Eu sou presidente deste conselho.

E quais são as idéias desse conselho para o futuro da feira?

RODRIGUES – Pretendemos realizar três feiras por ano no mesmo local. Uma de agricultura familiar, para ampliar a participação do pequeno produtor e outra sobre sustentabilidade, para mostrarmos à sociedade que o agronegócio se preocupa com o ambiente e está fazendo a parte dele.

Haverá melhorias na parte de infra-estrutura da feira?

RODRIGUES – Claro que sim. Temos planos de criar no local um centro de convenções, com hotel, pista de pouso e outras características que deixem a infra-estrutura mais moderna.

Mas para isso será preciso ter um local próprio para a realização da feira?

RODRIGUES – Sim. Estamos negociando com o governo do Estado a cessão do espaço onde a feira vem sendo realizada em Ribeirão Preto. Mas, caso essa negociação não se concretize, estudaremos a compra em outro local.

Qual será o investimento necessário para colocar tudo isso em prática? RODRIGUES – Ainda não temos uma estimativa concreta de investimentos. Até porque esses são planos para os próximos anos.

A entrada da Reed Exhibitions Alcantara Machado na estrutura da organização da feira é positiva?

RODRIGUES – Acho esta presença bastante positiva, pelo seu conhecimento na realização desse tipo de evento. A empresa terá papel importante na profissionalização da feira, já que será responsável por toda parte de infra-estrutura e operacional.

Quais as novidades para esta edição da Agrishow?

RODRIGUES – Queremos aumentar o papel político da feira. Teremos uma reunião da bancada da agricultura da Câmara para discutir dois temas: a solução do endividamento rural e a reforma tributária do agronegócio. Também iremos trazer diplomatas e embaixadores de outros países, para que eles possam ver e entender a dimensão da nossa agricultura.

Qual a expectativa de negócios para este ano?

RODRIGUES – Nossa expectativa é de R$ 800 milhões em negócios. Estamos em um momento favorável, com o produtor bem animado. Claro que as empresas estão guardando seus lançamentos para a feira, então depende muito de que esses produtos caiam no gosto do produtor.

A crise americana pode ter algum impacto nos resultados da feira? RODRIGUES – Qualquer coisa sobre isso é adivinhação. A sensação que eu tenho é que essa crise não terá reflexo na nossa economia. Mas existem economistas sérios que acham que a situação é critica e que haverá recessão profunda. De qualquer forma, para este ano não deve haver impacto, até porque a safra já está praticamente toda comercializada.

“Temos planos de criar no local um centro de convenções, com hotel, pista de pouso e outras características que deixem a

infra-estrutura mais moderna”

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