Negócios

Eles vão reflorestar 30 mil hectares

Projeto da Multigrain prevê a regularização de uma área de 120 mil hectares em meio ao Cerrado baiano

OS PLANTADORES : Paulo Garcez, CEO da Multigrain; Mariângela Souza, coordenadora do projeto; Cecília Galvani, diretora do Institutuo; Nelson Schneider, dono da fazenda XinguAgri e Yaz Irie do Banco Mitsui

O que um banco japonês, uma empresa paulista de fertilizantes, um agricultor baiano e uma trading brasileira têm em comum? no caso, 120 mil hectares de terra e um projeto para a recuperação de 30 mil hectares degradados em meio ao oeste baiano. a área a ser recuperada faz parte de um conglomerado de cinco grandes glebas de terra da Multigrain, uma das maiores exportadoras de soja do Brasil. A empresa, que atua também nos setores de milho e trigo, inaugurou no ano passado a maior usina de algodão da América Latina, abastecida por uma área de 75 mil hectares plantados. “Como essas terras foram compradas de dezenas de produtores, herdamos um passivo ambiental muito grande”, explica Paulo Garcez, presidente da Multigrain. neste ano, serão plantadas 50 mil mudas. as plantas serão produzidas num viveiro localizado na cidade de luís eduardo Magalhães (Ba), mantido pela Galvani Fertilizantes. “estamos reproduzindo espécies típicas do Cerrado brasileiro”, explica a gestora do Parque ecológico, Mariângela Pinho.

75 mil hectares estão plantados no entorno da maior usina de algodão do País

A regularização do passivo ambiental é uma exigência do mercado internacional e, principalmente, dos financiadores do projeto Multugrain. a nova unidade, chamada de Xinguagri, tem como principal parceiro financeiro o banco Mitsui do japão. Yaz Irie, representante da entidade no empreendimento, diz que zerar as pegadas ambientais é uma obrigação para quem deseja produzir alimentos. “o mercado vai cobrar isso e temos de estar preparados”, comenta. Para nelson Schneider, presidente da Xinguagri, esse é um projeto que servirá de exemplo. “o Brasil está mudando e a agricultura empresarial exige esse tipo de postura”, avalia. Segundo ele, a região do oeste baiano está se caracterizando pela presença de grandes empresas que se preocupam com o impacto ambiental. “Por isso, esse é o local ideal para quem deseja começar um projeto empresarial visando grandes números, o que estamos perseguindo”, comenta.