Negócios

A festa do campo

Dinheiro Rural premiou grandes, médias e pequenas empresas do agronegócio e os destaques da pecuária nacional

A noite do dia 10 de dezembro foi de festa para os empresários do agronegócio e a Editora Três, que publica a revista Dinheiro Rural. Na ocasião, em jantar realizado em São Paulo, foi anunciado o resultado da segunda edição do prêmio AS MELHORE S DA DINHEIRO RURAL , com a entrega de troféus a mais de 25 empresas do agronegócio e produtores que se destacaram  na pecuária nacional. “O agronegócio se firmou como um grande pilar da economia brasileira”, disse o diretor editorial da Editora Três, Carlos José Marques. “Saudamos as empresas que mais se destacaram no setor.” 

A JBS, a maior empresa global de proteína animal, foi reconhecida como a grande campeã da noite. Vencedora das categorias “Agronegócio Direto – Conglomerados”, “Confinamento de Frigorífico”
e “Carne de Qualidade”, a companhia dos irmãos Wesley e Joesley Batista foi eleita a Empresa do Ano do Agronegócio. Em discurso emocionado, o presidente da JBS, Wesley Batista, lembrou a história de seu pai, João Batista Sobrinho, que fundou a empresa há 61 anos, e valorizou os colaboradores da companhia. “O prêmio é reflexo do trabalho de milhares de pessoas”, disse Batista. “A JBS é formada por gente que acredita no trabalho duro.” Segundo ele, a companhia está otimista em relação ao futuro e vai continuar expandindo as suas atividades. “O agronegócio se supera a cada dia, mesmo enfrentando uma infinidade de problemas.”

Outros destaques da noite foram a Syngenta, campeã da categoria Agronegócio Direto – Grandes Empresas; a Usina São João, em Agronegócio Direto – Médias Empresas; e a Champion Saúde Animal na categoria Agronegócio Direto – Pequenas Empresas. Pela segunda vez consecutiva, a goiana Comigo levou o prêmio Cooperativas. Segundo o presidente Antonio Chavaglia, o bom desempenho da cooperativa baseada em Rio Verde, que teve receitas de R$ 2,4 bilhões em 2013, é fruto da participação de seus 3,5 mil associados. “O agronegócio tem  se fortalecido através do produtor”, afirmou Chavaglia. “O cooperativismo serve para oferecer aquilo que o produtor anseia, e ele automaticamente participa da cooperativa, o que gera resultados e investimentos.” 

Na categoria Agronegócio Indireto, a Ambev foi a vencedora, pela segunda vez consecutiva. Outro destaque da noite de festa foi a Fibria, controlada pelo Grupo Votorantim. Dona de um faturamento
de R$ 6,9 bilhões, registrado em 2013, a maior fabricante de celulose do País recebeu o título de melhor empresa em Gestão de Cadeia Produtiva, pela competência em administrar uma base de mais de oito mil fornecedores, entre eles 1,8 mil produtores de eucalipto. Segundo o diretor de sustentabilidade, Carlos Alberto Roxo, a companhia seguirá investindo em gestão e pesquisa, especialmente para aumentar a produtividade florestal. “Temos muitos planos para o futuro”, afirmou o diretor. “O desafio é continuar investindo em pesquisa e elevar em mais de um terço a produtividade até 2025.” 

O ranking setorial premiou empresas em 13 categorias: Bebidas, Grãos, Papel e Celulose, Nutrição Animal, Açúcar e Biocombustíveis, Óleos Vegetais, Laticínios, Fertilizantes e Agroquímicos, Máquinas e
Implementos Agrícolas, Moinhos, Massas e Pães, Calçados e Couro, Café e Reflorestamento. As vencedoras foram Ambev, Amaggi, Klabin, DSM – Tortuga, Odebrecht Agroindustrial, Bunge Alimentos, Laticínios Bela Vista, Ihara, Grupo Jacto, Anaconda, Grupo 3corações, Arauco e Calçados Beira Rio, respectivamente. Também foram reconhecidos os Destaques da Pecuária, em categorias que englobaram genética, qualidade do rebanho, confinamento, qualidade da carne e leilões. Os campeões foram Grupo Hélio Coelho, Estância Guatambu, Grupo Rima, Carpa Serrana, Don Aro, AC Proteína, Unidade de Aruanã (GO) e Swift Black, da JBS, além da Programa Leilões. 

O prêmio AS MELHORE S DA DINHEIRO RURAL tem por objetivo reconhecer e valorizar as empresas que mais se destacam no agronegócio, um dos segmentos mais pujantes da economia brasileira, que movimentou R$ 1,15 trilhão em 2013 e respondeu por mais de 20% do PIB brasileiro. Na segunda edição, publicada em dezembro, o anuário analisou os dados financeiros e a gestão de mais de 500 empresas de todos os segmentos do agronegócio, a partir de uma metodologia desenvolvida em parceria com o Instituto Universal de Marketing em Agribusiness (I-UMA) e o Conselho Científico para
Agricultura Sustentável (CCAS), com informações da base de dados financeiros da Boa Vista SCPC e da Economática.