Negócios

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Entidades do agrogonegócio

Elizabeth Farina


Ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a economista Elizabeth Farina, assumiu, no início de 2013,  dois imensos desafios: comandar a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), onde a participação feminina é praticamente inexistente, e tirar do sufoco um setor em crise, com dezenas de empresas em situação financeira desesperadora. Aparentemente, ela atingiu os objetivos. Respeitada não apenas entre os empresários do setor sucroenergético, como também nos gabinetes ministeriais, em Brasília, Elizabeth conseguiu em pouco tempo, fazer do etanol objeto das políticas públicas do governo federal.

José Francisco Graziano da Silva


O agrônomo José Francisco Graziano da Silva é um dos raros brasileiros a frente de organismos internacionais de relevo. Ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar, entre 2003 e 2004, e mentor do programa Fome Zero, Graziano da Silva foi o primeiro latino-americano  eleito para a diretoria-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em junho de 2011.  Seu desempenho foi elogiado por todos os que acompanharam a vida do organismo, por colocar na ordem do dia o combate à desnutrição no mundo. Esse posicionamento valeu-lhe  a reeleição para um segundo mandato,  com 177 de um total de 182 votos, o melhor resultado da história da FAO.

Eduardo Daher


O economista e administrador Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), integra a entidade desde 2003. Mas, foi em 2010 que ele assumiu o atual cargo. Na Andef, a principal bandeira de Daher é mudar a cultura no campo, mostrando que as tecnologias utilizadas de modo correto fazem parte da solução para o avanço da produção sustentável. No ano passado, o mercado de defensivos agrícolas movimentou US$ 12,2 bilhões, para 914 mil toneladas de produtos.

Alysson Paulinelli


Na supersafra de 2014/2015 foram colhidas 209 milhões de toneladas de grãos, cinco milhões de toneladas acima das estimativas iniciais do governo. Segundo o IBGE, a diferença se deve ao desempenho excepcional do milho, que especialmente nas chamadas safrinhas, superou todas as expectativas. Esse resultado é, sem dúvida, uma vitória pessoal de  um senhor de 79 anos, nascido na pequenina Bambui, em Minas Gerais. Acertou quem cravou o nome do engenheiro agrônomo Alysson Paulinelli, presidente da Abramilho. Ministro da Agricultura de 1974 a 1979, Paulinelli foi um dos criadores da Embrapa e um grande defensor da produção agrícola no Cerrado.

Luís Carlos Corrêa Carvalho


A frente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), o agrônomo Luís Carlos Corrêa Carvalho dotou a entidade de posições políticas muito definidas: o produtor precisa ter voz relevante, com peso para reivindicar melhorias em infraestrutura, aporte tecnológico e segurança jurídica no campo. Para ele, o século 21 é a era das inseguranças, mas a sociedade continua a chamá-lo de o século da segurança alimentar e energética.

Almir Dalpasquale


Almir Dalpasquale, agricultor em Mato Grosso, é presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), desde de 2014. A entidade, criada por um grupo de produtores, na década de 1990, conta com 13 associadas estaduais e uma agenda política de reivindicações, como a melhoria da logística de escoamento da safra e segurança jurídica.

Antonio Jorge Camardelli


Como presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), o veterinário Antonio Jorge Camardelli vem se tornando um personagem importante na abertura de novos mercados para a carne bovina. Nos últimos tempos, ele participou intensamente das negociações com a China e, principalmente, com os Estados Unidos, um país estratégico para o Brasil.

Gustavo Diniz Junqueira


O administrador de empresas e mestre em finanças, Gustavo Diniz Junqueira, quebrou muitos paradigmas ao ser nomeado presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), no início do ano passado. Aos 42 anos, Junqueira, o presidente mais jovem a comandar a entidade, lidera um movimento de renovação no agronegócio brasileiro. Sua missão é incentivar a adoção de diretrizes de administração mais modernas no setor, além de propor debates e discussões em prol da profissionalização de todos os elos da cadeia produtiva.


Luiz Claudio Paranhos, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)

“Apecuária brasileira passa por um momento muito positivo. Nunca se viu tanto investimento em genética, nutrição, sanidade e gestão. A tecnologia é a resposta da atividade para a necessidade de aumento da oferta de carne e de leite de qualidade. Na verdade, está aí o ponto chave dos projetos pecuários de sucesso.

Outro fator a ser levado em consideração é a perspectiva de integração da pecuária com a agricultura. O futuro reserva um cenário próspero para o Brasil nesse campo. O mundo conta com o País para atender às suas necessidades de proteínas, grãos, energia e fibra.  Acredito que a ABCZ vem dando sua contribuição a esse processo, fomentando as raças zebuínas e executando o maior programa mundial  de melhoramento genético de zebu.”

Carlos Sperotto

Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o veterano pecuarista Carlos Sperotto, 77 anos, é uma liderança histórica para os produtores rurais gaúchos, que o vêm reconduzindo ao comando da entidade desde de 2000. Não há questão relativa ao campo em que ele não esteja envolvido. No entanto, dois temas têm exigido particularmente sua atenção: segurança no campo, infestado por roubo, e seguro rural.

Fábio Meirelles


Um dos mais longevos dirigentes sindicais do patronato do campo e produtor rural na região de Ribeirão Preto, Fábio Meirelles atua na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, desde 1975, quando se tornou presidente da entidade. São Paulo tem peso importante no agronegócio, nem sempre corretamente avaliado, em função do alto grau de industrialização e de crescimento do setor de serviços. Para 2015, o Valor Bruto da Produção (VBP) Paulista está estimado em R$ 61,21 bilhões, atrás, apenas, de Mato Grosso.

Francisco Turra


Formado em direito pela Universidade de Passo Fundo, o gaúcho Francisco Turra, 73 anos,  já esteve do outro lado da porteira, tendo ocupado o posto de ministro da Agricultura, entre 1998 e 1999, no primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. No lado de cá, Turra ganhou o respeito de seus pares, como uma das maiores autoridades da avicultura e da suinocultura, à frente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA),  criada em 2014 para unificar as demandas desses dois setores.  Em setembro, no Equador, Turra foi reeleito pela terceira vez consecutiva vice-presidente da Associação Latino-Americana de Avicultura (ALA).

Robério Oliveira Silva


Eleito em 2011 diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), com 80% dos votos dos países produtores, o economista mineiro Robério Oliveira Silva, deve ficar à frente da instituição até o ano que vem, como representante do Brasil, o maior exportador mundial da cultura e principal financiador da entidade. Oliveira Silva é o responsável pelo monitoramento mundial da produção do café.

Márcio Lopes de Freitas


Presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), a partir de 2001, Márcio Lopes de Freitas está envolvido com o cooperativismo desde 1994. Lopes de Freitas tem defendido, a melhoria e profissionalização na gestão das cooperativas, um meio de trazer mais renda ao produtor.

Maurílio Biagi Filho


A trajetória como empresário do setor sucroenergético de Maurílio Biagi Filho, presidente do grupo Maubisa, de Sertãozinho (SP), fez dele uma personalidade solicitada para integrar os conselhos de entidades do agronegócio. Hoje, Biagi Filhoe faz parte de 13 conselhos, além de dirigir o Departamento de Cana-de-Açúcar da Sociedade Rural Brasileira. Biagi Filho é um otimista. Defensor da prioridade ao investimento em infraestrutura, ele acredita que a tendência do agronegócio é de crescimento, a despeito dos altos e baixos da economia.


Rui carlos Ottoni Prado, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso

“Arealidade econômica vivida atualmente pelo Brasil, com o desgoverno das contas públicas, o desequilíbrio da moeda e a alta cambial, causa um ambiente de incerteza em todo o setor produtivo. Porém, mesmo diante deste cenário de crise, a máxima segundo a qual quem faz o dever de casa corretamente colhe bons frutos, está cada vez mais evidente, quando se trata da agropecuária, única atividade a manter superávit na balança comercial brasileira. Está aí o orgulho de ser produtor rural, tarefa responsável por garantir alimento ao mundo. A despeito da enormidade de gargalos que os produtores rurais brasileiros enfrentam – inversamente proporcional ao volume de incentivos –, estou convicto de que este é o setor que está no caminho certo para trazer a transformação de que o País necessita.”