Negócios

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Iniciativa sustentável

Paulo Moutinho


Desde 2010, o biólogo Paulo Moutinho é o diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), com sede em Belém. O Ipam é uma organização científica que trabalha pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia, acompanhando a dinâmica do desmatamento. Há 15 anos, Moutinho participa dos debates internacionais sobre mudança do clima, no âmbito da Convenção da ONU de Mudança Climática. Ele é um dos autores da proposta de redução compensada do desmatamento, pela qual os países ricos compensaria financeiramente os países em desenvolvimento que se esforçam para preservar as suas florestas.

Marco Lessa


O empreendedor Marco Lessa é o idealizador de um evento que está fazendo com que o País volte a olhar para Ilhéus, município do Sul da Bahia. Criado em 2009, o Festival Internacional do Cacau tem como foco o principal produto da região, o cacau, que em décadas passadas gerou fortunas, mas que hoje representa pouco na economia. Nos últimos anos, agricultores da região começaram a resgatar a condição de produtores de amêndoas de qualidade e passaram a investir em marcas de chocolate premium, inclusive ganhando prêmios internacionais.

João César Rando


O agrônomo João César Rando é o presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev). Criado em 2001, para recolher e reciclar as embalagens de agroquímicos utilizados nas lavouras, o Inpev ganhou notoriedade como a principal iniciativa em logística reversa no mundo. Neste ano, a previsão é de que sejam recolhidas 45 mil toneladas de embalagens. Cerca de 100 empresas e nove entidades de classe estão associadas ao Inpev.

Fernando Sampaio


Desde que se tornou diretor executivo da Associação Brasileiras da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), há quatro anos, o agrônomo Fernando Sampaio vem se destacando como uma das lideranças emergentes do agronegócio. Por seu trabalho à frente da Abiec, Sampaio foi escolhido para ser o presidente do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), em julho. A entidade,? sem fins lucrativos, que nasceu em 2009, é a primeira mesa redonda mundial sobre pecuária sustentável. Sua missão tem sido analisar e acompanhar projetos nas áreas de meio ambiente, sanidade animal, produção de carne e a atuação dos frigoríficos, no País.


Mateus Paranhos, coordenador do grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Etco), da Unesp

“Ogrande desenvolvimento da indústria da produção animal é resultado dos progressos nas áreas de genética, nutrição, sanidade e manejo, que têm estimulado a intensificação dos sistemas de produção. Não há dúvidas, de que essas ações proporcionaram ganhos econômicos e sociais relevantes, nos últimos tempos. Entretanto, elas também geraram efeitos adversos, causando danos ambientais e o empobrecimento do bem-estar animal.

Essas consequências negativas têm estimulado certos segmentos da sociedade civil a críticas e campanhas contra a indústria da produção animal. Acreditamos ser possível desenvolver novas estratégias para a produção animal, que assegurem bons índices de produtividade e produtos com alta qualidade, sem colocar o ambiente e o bem-estar animal em risco. Entretanto, isto não é algo simples de ser feito. É necessário, e urgente, o estabelecimento de um novo paradigma para a produção animal. Nessa conta deve estar a promoção do bem-estar humano e animal, respeitando critérios de sustentabilidade ambiental e garantindo satisfação aos consumidores e rentabilidade aos produtores.”