Negócios

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio -Insumos

Rodrigo Santos


O agrônomo Rodrigo Santos, que assumiu a presidência da  Monsanto, no Brasil, em 2013, aos 40 anos, ainda hoje é o mais jovem executivo a ocupar um cargo de direção na empresa americana, que fatura anualmente, no mundo, US$ 15 bilhões. Desde o final do ano passado, Santos vem liderando um importante movimento de abertura da Monsanto, conhecida por sua aversão aos holofotes e reduzida comunicação com mercado. A missão de Santos é informar, nos detalhes, tudo que se relaciona à pesquisa sobre a ciência das tecnologias transgênicas da soja e do milho, cujos estudos estejam concluídos.

Antonio Carlos Zen


O biólogo e fazendeiro Antonio Carlos Zen, que em 2011 se tornou o presidente da americana FMC Corporation, na América Latina, tem sido peça fundamental no crescimento da companhia nos últimos anos.  Responsável por todas as unidades do grupo na região –  de defensivos e  fertilizantes a químicos especiais –, Zen ajudou a empresa a alcançar US$ 3,3 bilhões em receitas, no ano passado.  Em plena expansão, no mês de abril a FMC concluiu a compra, iniciada, no ano passado, da fabricante dinamarquesa de defensivos Cheminova, por um valor estimado em US$ 1,8 bilhão.

Eduardo Estrada Whipple


Formado em engenharia agrícola e de alimento pela California Polytechnic State University, nos Estados Unidos, Eduardo Estrada Whipple, presidente da alemã Bayer CropScience para o Brasil e América Latina, quer a liderança da empresa no mercado de sementes e agroquímicos na região. Para isso, o Brasil é fundamental na estratégia do grupo. Desde o ano passado, quando assumiu o cargo, Whipple vem celebrando parcerias importantes em pesquisas, com empresas como a Embrapa. No ano passado, a área agrícola da Bayer faturou R$ 5,5 bilhões no Brasil, valor 24% acima do ano anterior.

 


Bernhard Kiep, vice-presidente para a América Latina da AGCO, dona das marcas Massey Ferguson, Valtra e GSI

“Mesmo com a crise atual, com absoluta certeza a AGCO vê o Brasil de forma muito positiva perante o agronegócio e a América do Sul. Isto porque sabemos que o segmento é fundamental para a economia brasileira. E também sabemos que ainda é baixa a relação de máquinas agrícolas, tanto de tratores quanto de colhedoras para as áreas cultivadas no País. Por isso, o grau de renovação dessa frota tende a crescer, tão logo este momento de incerteza passe.

O agronegócio está muito descolado dessa situação, sendo um dos segmentos mais saudáveis da economia brasileira, na atualidade. Os agricultores sabem que têm de continuar investindo para poder manter a rentabilidade no negócio. Por isso, nossa visão para 2016 é bastante otimista, o que nos leva a não parar de investir no País. Na média, estamos investindo entre US$ 50 milhões e US$ 150 milhões, por ano, pois sabemos que temos de continuar trazendo mais tecnologia para continuar na liderança.”

 

Ariel Maffi


Com o desafio de alavancar a área de nutrição animal da DSM-Tortuga, no mercado brasileiro, o argentino Ariel Maffi, assumiu, em julho deste ano, a vice-presidência do setor de Ruminantes, no Brasil. Maffi, que é médico veterinário, atuava no mercado latino americano da DSM, a partir do escritório de São Paulo. A holandesa DSM atua em várias frentes, entre elas a química, farmacêutica, cosmética e nutrição animal e humana.

Jorge Nishimura


A Jacto, fabricante de tratores, implementos e máquinas agrícolas, com sede em Pompéia, no interior de São Paulo, é um exemplo de governança corporativa de sucesso. À frente do conselho de administração do grupo está o engenheiro mecânico Jorge Nishimura, o caçula dos seis filhos do fundador Shunji Nishimura. Jorge foi um dos responsáveis pelas mudanças na gestão da empresa familiar. Desde 2006, quanto passou a atuar no conselho, a empresa cresceu 122%, atingindo uma receita de R$ 1,4 bilhão, no ano passado. O segredo do sucesso é a forma de gestão adotada por Nishimura, que para absorver as crises do mercado aposta no planejamento a longo prazo.

Paulo Hermann


O engenheiro agrônomo Paulo Hermann é o presidente da americana John Deere no Brasil e vice-presidente de marketing para a América Latina, desde 2012. Nesses três anos, Hermann vem imprimindo nas ações da empresa um ritmo forte na incorporação de tecnologias em tratores de alta potência e colhedoras modernas para a agricultura de precisão. O executivo está à frente de uma das marcas que mais têm investido na expansão de fábricas e na logística de distribuição, no País. Nos últimos anos, foram aplicados
US$ 200 milhões.

Laércio Giampani


O agrônomo Laércio Giampani, presidente da suíça Syngenta, no Brasil, uma das maiores fabricantes globais de defensivos agrícolas do mundo, tem sido um porta-voz das novas tecnologias. Giampani bate, insistentemente, na tecla de que seus produtos ajudam as grandes fazendas, que representam cerca de 20% das propriedades no País, mas, que nas pequenas e médias, um universo de quatro milhões, podem mudar o padrão de produção. Para Giampani, levar esse público ao acesso à tecnologia é uma missão da empresa. Não por acaso, para a Syngenta, dona de uma receita global de U$ 15,1 bilhões, em 2014, o Brasil foi o seu segundo maior mercado.

Eduardo Leduc

Há mais de 30 anos no time Basf, a gigante alemã do setor químico, com faturamento de US$ 74 bilhões, o vice-presidente sênior da Unidade de Proteção de Cultivos para a América Latina, Eduardo Leduc, conhece a empresa como poucos. A experiência no trato com pesquisa, fez de Leduc, que também é engenheiro agrônomo, uma peça fundamental no desenvolvimento da primeira soja transgênica totalmente brasileira, apresentada neste ano ao mercado. O projeto, que contou com a parceria da Embrapa, representa um marco para a ciência brasileira.

Vilmar Fistarol


O executivo catarinense Vilmar Fistarol está desde 2013 no comando para a América Latina da CNH Industrial, do grupo Fiat, dona das marcas Case, New Holland e Iveco de tratores e colhedeiras agrícolas. O desafio de Fistarol tem sido manter acelerada a incorporação das inovações tecnológicas em máquinas e equipamentos no campo. Na Fiat desde 1991, ele conhece profundamente as demandas mundiais do setor, e vem conduzindo a empresa em uma aposta firme na procura pelas chamadas máquinas eco-eficientes. Trata-se de um alinhamento com a política mundial da companhia, que no ano passado faturou US$ 31,2 bilhões.

Edival Santos


Desde 2013, quando assumiu a presidência da MSD Saúde Animal, a subsidiária da americana da Merck & Company, o médico veterinário Edival Santos tem estimulado a empresa a ser um modelo de transferência de tecnologia animal, sem esquecer a gestão e o marketing. São cerca de 140 veterinários no campo com essa missão. Em 2008,
com a criação da Universidade Corporativa, o conhecimento gerado começou a ser canalizado, mas apenas no setor de bovinos. Neste ano, a universidade passou a reunir todos os setores da empresa, incluindo aves, suínos e peixes. No mundo, esse setor da Merck fatura US$ 42 bilhões  por ano.


Welles Pascoal, presidente da Dow AgroSciences Brasil

“O Brasil tem se consolidado como fonte importante de alimentos para o mundo, à medida que evolui em termos de tecnologia, o que permite que sua competitividade agrícola ultrapasse as médias de países líderes. Nos últimos dez anos, por exemplo, a produtividade das safras de soja e milho aumentou, 35% e 65%. respectivamente. Temos ainda grandes desafios a serem superados para nos tornarmos imbatíveis. Infraestrutura, sustentabilidade  com o uso eficiente dos recursos naturais, e mudança no marco regulatório brasileiro, permitindo que o produtor rural utilize as novas tecnologias simultaneamente a seus pares internacionais, são alguns pontos de melhoria. 

O agronegócio tem importância fundamental para a economia brasileira. A crença das empresas de proteção de cultivos, sementes e biotecnologia no setor se materializa nos recentes investimentos feitos em inovação. Uma atitude colaborativa por parte de todos os envolvidos é a fórmula para vencermos esse desafio. Acredito que estamos no caminho certo.”