Negócios

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Proteina animal

Igor Nogueira Alves de Melo


O administrador de empresas Igor Nogueira Alves de Melo, 35 anos, é sócio e diretor da fazenda Nova Piratininga, no município de São Miguel do Araguaia (GO). Seus parceiros são João Alves de Queiroz Filho, do grupo Hypermarcas, um colosso que no ano passado faturou R$ 4,6 bilhões, e o empresário Marcelo Limírio Gonçalves Filho. Desde o final de 2010, Alves de Melo vem transformando a fazenda de 135 mil hectares, que já pertenceu a Wagner Canhedo, ex-dono da Vasp, em um empreendimento lucrativo e de referência em pecuária sustentável.

Reginaldo Morikawa


Nos últimos anos, o executivo Reginaldo Morikawa, presidente da Korin, especializada em produtos orgânicos, tem buscado inovação para produzir alimentos sem agrotóxicos, glúten e lactose, mas com sabor. Desde o ano passado, Morikawa comanda o projeto Carne Sustentável do Pantanal Korin, em parceria com a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO). A Korin pretende comprar 1,6 mil novilhas, por mês, para abastecer seus 1,4 mil pontos de venda, espalhados por 23 Estados.

Flávia Faugeres


A administradora de empresas Flávia Faugeres, que já passou pelo Burger King, Pão de Açúcar, Walmart e AmBev, assumiu em julho a diretoria-geral da BRF no Brasil. A empresa, que nasceu em 2009, da fusão entre Perdigão e Sadia, obteve uma receita líquida de R$ 29 bilhões, no ano passado. Como a principal executiva no País, Flávia tem a missão de alavancar a marca Perdigão, uma gigante que estava adormecida, cumprindo a restrição do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), desde a fusão das duas companhias.

Wesley e Joesley Batista


O grupo JBS, que tem à frente Wesley Batista, e seu irmão Joesley, responsável pela holding controladora J&F, vem imprimindo um ritmo forte nos negócios, mesmo em um período de crise econômica, como a atual. A marca dos irmãos, espalhada por empresas de proteína animal, cosméticos, comunicações, laticínio, banco e celulose, tem receita anual estimada em R$ 110 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, a JBS registrou lucro líquido de R$1,4 bilhão, o dobro da receita obtida em igual período do ano passado.

Marcos e César Helou, proprietários do Laticínios Bela Vista, em Bela Vista de Goiás (GO)

“Para nós, os anos de 2013 e 2014 foram especialmente bons, porque crescemos de maneira consistente. Porém, em 2015, o Brasil passa por um momento conturbado na política e na economia, e isso requer cautela. Não é um bom momento para fazer grandes investimentos, nem dar o passo maior que as pernas. Por isso, toda ação deve acontecer de forma criteriosa. O importante é o produtor e a indústria não desanimarem, não desistirem. Estamos caminhando devagar, mas avançando.
O segredo nesta hora de crise é aproveitar a taxa cambial. Muitos produtos, como o leite, passam a ter mais competitividade no mercado externo, por exemplo. O Brasil já é um grande exportador de grãos e de carnes, mas no segmento lácteo ainda não. Acreditamos que esse momento é uma grande oportunidade para avançarmos no mercado internacional.”

Pedro Grendene


O empresário gaúcho Pedro Grendene, principal acionista do grupo calçadista Vulcabrás/Azaléia e dono da fazenda Ressaca, em Cáceres (MT), onde cria um rebanho bovino de 30 mil cabeças, vem mostrando que o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) pode dar certo na região do Pantanal. Neste ano, Grendene colheu sua primeira safra de soja,  investindo em um modelo de sustentabilidade ambiental e econômica replicável em outras propriedades. Com isso, Grendene tem sido uma espécie de garoto-propaganda da ILP em uma região com potencial para produzir 1,6 milhão de toneladas de soja, por safra.

Jovelino Carvalho Mineiro filho


Referência na seleção e melhoramento genético da raça nelore, o empresário Jovelino Carvalho Mineiro Filho, dono de fazendas em São Paulo e Minas Gerais, é hoje uma das lideranças do agronegócio brasileiro. Aos 64 anos, o pecuarista que, também é vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu, tem dedicado boa parte do seu tempo para por em prática o seu mais recente projeto.  Trata-se de um novo centro de pesquisa aplicada em nutrição animal, que será montado em uma fazenda em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Fernando Galletti de Queiroz


A Minerva Foods, a terceira maior processadora de carnes do País, presidida pelo administrador de empresas Fernando Galletti  de Queiroze, tem navegado em mares relativamente tranquilos, em meio a atual economia turbulenta . O lucro líquido de R$ 167 milhões no segundo trimestre deste ano foi nove vezes maior que o apurado em igual período de 2014. O resultado é fruto de um pacote de medidas gerenciais implantado por Galletti, baseado em operações que miram o crescimento somente se for sustentável. A capacidade de abate da empresa está em torno de 15 mil bovinos, por dia.

Carlos Viacava


O pecuarista Carlos Viacava, referência na criação de nelore mocho, iniciou um projeto em uma fazenda em Caiuá (SP) para mostrar que é possível ter renda com a produção de grãos em uma das áreas de solo mais pobre e arenoso do Estado, o Oeste paulista. Viacava, que é economista e já exerceu vários cargos públicos e em entidades do setor, se uniu à cooperativa paranaense Cocamar e à  Unoeste, para criar um modelo de recuperação de pastagem baseado na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Os primeiros resultados do plantio de soja foram mostrados nesta safra.

Marcos Molina


O presidente do conselho de administração da Marfrig Global Foods, Marcos Molina, vem fazendo um esforço gigantesco recuperar as finanças da segunda maior empresa de processamento de bovinos do País. Sua meta é reduzir para R$ 5 bilhões, até o final do ano, a dívida que chegou a R$ 13 bilhões em 2014. A iniciativa mais recente foi a venda da marca irlandesa de alimentos Moy Park para a JBS, por US$ 1,5 bilhão. Uma das estratégias de Molina é investir em novos mercados.

Carlos Alberto e Luiz Antonio Pasetti de Souza


Os irmãos Carlos Alberto Pasetti de Souza e Luiz Antonio assumiram um grande desafio em 2015: levar adiante o legado deixado por seu pai Lair Antônio de Souza, fundador da holding Grupasso, que faleceu aos 85 anos de idade. Entre as empresas  do grupo estão o Laticínios Xandô, maior produtor de leite do País, a Sucorrico, a Plastirrico e a fazenda Colorado, de Araras (SP).

Caio Penido Dalla Vechia e Pelerson


Os irmãos Pelerson e Caio Penido Dalla Vechia, assumiram a administração dos negócios deixados pelo avô, Pelerson Soares Penido, falecido em 2009. Eles conseguiram transformar uma gigantesca fazenda, que sempre foi criadora de bois e histórica na pecuária de Mato Grosso, por ser a maior em área contínua, em um modelo de integração com a agricultura.  Hoje, nos 152 mil hectares a pecuária divide espaço com 40 mil hectares de cultivo de soja.   Além disso, os irmãos fizeram uma parceria com a SLC Agrícola em 20 mil hectares para o cultivo de lavouras.

Antonio Martins Bastos Filho


A trajetória do criador gaúcho de angus, Antonio Martins Bastos Filho, da cabanha São Bibiano, de Uruguaiana, se confunde com a história da raça, no País. O veterinário, que assumiu os negócios deixados pelo pai, em 1960, foi um dos fundadores da associação dos criadores da raça, três anos depois. Mas, o seu melhor trabalho está mesmo no campo. Bastos Filho faz parte da elite de pecuaristas que criaram um modelo genético destinado aos programas de carne de qualidade.