Tecnologia

AGV e as contas da vacinação

Como o combate à febre aftosa e o controle de qualidade de medicamentos se transformaram num importante negócio de R$ 100 milhões por ano

 

Com capacidade instalada para produzir 500 milhões de doses por ano e o consumo estimado de 399 milhões de doses até o final de 2008, o Brasil é o maior produtor de vacinas para febre aftosa do mundo. Controlar e garantir a qualidade desse volume de doses não é uma tarefa fácil e por isso em 1998 o governo federal criou a Central de Selagem de Vacinas (CSV), localizada em Vinhedo (SP).

Nenhuma dose chega às mãos do produtor sem passar pelos estoques da central, cuja missão é armazenar, fiscalizar e distribuir a vacina para todo o País. Mas, além de cumprir essas funções, ela vem se mostrando também um lucrativo negócio. Que o diga a AGV Logística, empresa responsável por administrar a CSV. Em 2007, a companhia cresceu 48% e fechou o ano com faturamento de R$ 100 milhões. “Nosso principal negócio é saúde animal e as vacinas para aftosa têm uma grande importância nos nossos resultados”, explica o diretor da AGV, Maurício Motta.

Prova disso foi o investimento de R$ 97 milhões na construção de um novo armazém de 58 mil metros quadrados, dos quais cinco mil metros quadrados são destinados à área de aftosa. “O novo armazém aumentou nossa capacidade em 40% e tornou o fluxo de trabalho mais inteligente”, conta o executivo.

Na central, que possui capacidade para armazenar 300 milhões de doses, as vacinas recebem o selo holográfico, que impede a falsificação do produto. “O selo é produzido na Alemanha pela mesma empresa que faz o selo usado nas cédulas da moeda comum européia, o euro. Isso garante a segurança da vacina”, ressalta Motta, que também afirma que o trabalho da central torna a vacina brasileira uma das mais seguras e eficientes do mundo.

“Se no passado houve alguma dúvida em relação à qualidade e procedência das vacinas, e à possível falta de controle da produção ou comercialização, hoje isso acabou e podemos garantir a qualidade do trabalho”, diz.

 

MAURÍCIO MOTTA: mercado de saúde animal cresceu 48% no último ano