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Cavalo rastreado

A tecnologia de microchipagem está decretando a aposentadoria das resenhas manuais

Cavalo rastreado

Toller

Criadores, proprietários e entidades ligadas ao setor de cavalos no Brasil estão se rendendo à identificação hightech de seus animais, e, se depender do sucesso que o chip vem fazendo, as tradicionais resenhas, carteiras de vacinas e cadernetas de campo tendem a desaparecer. Todo este material cabe, agora, num chip do tamanho de um grão de arroz. Método imparcial de identificação do animal, o microchip é um transponder constituído de um código exclusivo e inalterável, gravado a laser, encapsulado em vidro cirúrgico, microrrevestido em capa de polipropileno biocompatível e anti-migratório. Utiliza a tecnologia de código de barras. Quando escaneado, o transponder envia o número de identificação como um sinal de rádio de volta ao escanner que o decodifica e mostra os dados numa pequena tela similar à de uma calculadora. Além dos dados como nome, idade, sexo, pelagem e marcas próprias do cavalo, alguns chips já permitem a inclusão da ficha clínica, raio X, ultrassom, vacinas, etc.

Como o circuito eletrônico do transponder é energizado apenas quando ele recebe uma frequência de rádio de baixa potência enviada por um aparelho de leitura compatível, sua durabilidade é para toda a vida do animal.

O Brasil adotou recentemente a microchipagem, especialmente nos cavalos atletas, e calcula-se que cerca de dez mil já estejam chipados.

“A microchipagem é um processo novo no País e é pequeno o percentual dos animais inclusos no sistema”, comenta Alcione Salgado Trigo, gerente de produtos animais da Virbac, uma das líderes mundiais no segmento e que acaba de lançar por aqui o Backhome Bio Tec, identificador e banco de dados mundial no qual é possível cadastrar, inserir informações sobre a vida do animal, procurar cavalos perdidos e localizar seus donos.

de produtos animais da Virbac, uma das líderes mundiais no segmento e que acaba de lançar por aqui o Backhome Bio Tec, identificador e banco de dados mundial no qual é possível cadastrar, inserir informações sobre a vida do animal, procurar cavalos perdidos e localizar seus donos.

representante da Destron Fearing, empresa líder do setor no mercado norte-americano -, já conquistou o segmento do hipismo clássico com o LifeChip, que contém um código de identificação de 15 dígitos único e inalterável: “Esse número se torna a identidade vitalícia do cavalo”, comenta José Carlos Padovani, diretor comercial da D4. Produzido com a tecnologia Bio-Thermo, o LifeChip também monitora a saúde do animal através do sensor de temperatura.

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo de Hipismo (ABCCH) foi a primeira entidade, em 2008, a tornar obrigatório o uso do chip.”O chip está relacionado ao registro do animal e só é inserido depois que um técnico credenciado pela associação visita o haras, faz o levantamento de dados do animal e confirma sua filiação através de exame de DNA”, comenta Antonio Celso Fortino, presidente da associação, que já contabiliza quatro mil animais chipados. A ABCCH é quem fornece o chip e o custo para o criador é inserido no registro do potro. “Adotamos dois formatos de chip: um mais comum, que registra os dados básicos do animal, e o térmico, mais utilizado em fêmeas, porque permite que se veja a temperatura da égua em fase de ovulação, identificando o melhor momento de inseminação. Este chip térmico, no entanto, tem um custo de R$ 35 para nossos sócios”, alerta Fortino.

 

A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) também adotou a obrigatoriedade do chip, e a partir deste ano só participam de concursos nacionais e campeonatos brasileiros animais chipados. “O código digital do chip é colocado no passaporte do animal e o uso de microchipagem está possibilitando a construção de um banco de dados de extrema importância na inspeção veterinária”, comenta Thomas Wolff, diretor veterinário da entidade. O chip também é um passo importante na compra e venda dos animais, em caso de roubo e na inspeção nas barreiras sanitárias. “, diz.