Tecnologia

O plástico de milho da Basf

Empresa cria produto totalmente biodegradável e planeja construir uma nova fábrica no Brasil

Apostando na onda dos produtos ecologicamente corretos, a Basf lançou um que pode mudar o futuro da agricultura. Tratase do Ecobras, um plástico biodegradável desenvolvido aqui mesmo no Brasil e que vem sendo utilizado principalmente na fabricação de tubetes para o plantio de mudas. Com o novo material, é possível transferir plantas dos viveiros diretamente para o seu destino, sem a necessidade de removê-la dos tubetes, uma vez que estes são de rápida decomposição, entre 90 e 150 dias, e ainda por cima funcionam como adubo natural.

O Ecobras, fabricado a partir de um polímero vegetal à base de milho e que conta com mais de 50% de matéria-prima renovável, é totalmente sustentável, pois ajuda a balancear o ciclo do carbono ao equilibrar o tempo de produção ao consumo de energia. Durante o processo de decomposição, o material comporta-se exatamente como um composto orgânico convencional e não apresenta nenhum risco ao meio ambiente, segundo informa a empresa.

Em estágio inicial de produção, o Ecobras está sendo utilizado principalmente na plantação de pinheiros. “Estamos trabalhando forte no segmento de reflorestamento, em que o Brasil é líder mundial. Temos muitas possibilidades de crescimento”, explica Fernando Figueiredo, vicepresidente executivo da Basf América do Sul. “Estes tubetes têm muitas vantagens em relação aos convencionais, de polietileno ou vidro, pois podem ser transferidos diretamente da estufa para o local onde será plantado”, continua.

O fator negativo do novo composto é seu preço, três vezes maior que o dos produtos já existentes. De acordo com o executivo, no entanto, este custo é amenizado com a economia no frete, uma vez que o produtor não precisaria mais trazer os materiais usados de volta para os viveiros após o plantio das mudas.

Mesmo cobrando um preço mais alto que o dos concorrentes, a Basf já trabalha no limite da produção do Ecobras. Por isso, quer expandir os negócios. “Estamos atrás de uma autorização da matriz, na Alemanha, para construir uma nova fábrica e dobrar a capacidade de produção”, revela Figueiredo. Por ora, o projeto segue no papel, à espera de uma resposta mais concreta do mercado.

PLANTANDO TECNOLOGIA: Figueiredo, vice-presidente da Basf na América do Sul, com tubetes ecológicos

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