Tecnologia

Vivo entra em campo

Operadora de celulares mira o agronegócio e quer ganhar dinheiro com soluções personalizadas

 

O agronegócio entrou no radar de uma das maiores operadoras de telefonia de celular do País, a Vivo, empresa controlada pela Portugal Telecom. A empresa, que fechou 2007 com uma receita liquida de R$ 12,4 bilhões, aposta no setor para crescer no lucrativo filão de serviços voltados para fazendas. Para isso a companhia vem desenvolvendo uma série de pacotes tecnológicos para transmissão de dados, monitoramento de equipamentos e comunicação, feitos sob medida para o campo. “A cada ano mais empresas do agronegócio buscam soluções de mobilidade para melhorar suas operações”, analisa o diretor de grandes contas da Vivo, Paulo Carvalho.

Um exemplo está na Usina Clealco, localizada em Araçatuba (SP). Com capacidade para esmagar nove milhões de toneladas de cana por ano, ela mantém, desde 2007, um sistema de monitoramento de suas máquinas realizado com o uso de chips da Vivo. O equipamento é o mesmo usado nos celulares, mas habilitados para coletas de dados. Esses chips são colocados em computadores de bordo, instalados nos tratores, caminhões e colheitadeiras da Usina.

Eles registram uma série de informações sobre o desempenho dos equipamentos e, através da rede Vivo, enviam esses dados para um programa desenvolvido pela Clealco. “Com isso conseguimos saber qual a produtividade de cada máquina, como está o consumo de combustível, que tipo de operação estão fazendo, entre outros. Tudo em tempo real”, explica o coordenador de tecnologia da Clealco, Samir de Falco. Ele garante que com os dados em mãos foi possível melhorar a produção. “Baixamos em 10% no consumo de combustível, com um ganho de 14% na produtividade.”

De acordo com Carvalho, diretor da Vivo, a idéia da empresa para conquistar clientes rurais é oferecer projetos personalizados, que atendam a necessidades específicas. “Nosso plano é desenvolver soluções sob medida para o agronegócio”, diz. “Vamos ganhar dinheiro e ajudar o Brasil a produzir.”

 

FALCO:

Mais 14% na produtividade com o uso dos chips da operadora