Cocheira

A conta da tragédia no campo

A conta da  tragédia no campo

Divulgação

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais apresentou um estudo, realizado em janeiro e fevereiro, sobre as perdas provocadas aos produtores rurais do Estado após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, no final de 2015. Elas foram calculadas em R$ 23,2 milhões para 195 propriedades, nos municípios de Mariana, Ponte Nova, Rio Doce e Barra Longa. A maior parte das áreas afetadas, cerca de 1,3 mil hectares, era de pastagem ou lavouras de cana-de-açúcar, grãos e hortaliças.

Carne bovina
Los hermanos estão de volta

Na última década, a política econômica da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, levou as exportações de carne bovina do país a despencar de 500 mil toneladas, terceira posição mundial, para 200 mil (13º lugar). Com a posse de Mauricio Macri, e o anúncio do fim das restrições às exportações, os produtores já começaram a reter fêmeas visando a recuperação do rebanho, o que deve levar cerca de cinco anos para voltar a 58 milhões de animais. Até 2022, o país quer exportar 700 mil toneladas anuais.

JBS
De malas prontas

O grupo JBS, da família Batista, tem mantido uma equipe de 100 profissionais pelo mundo, com a única missão de vender carne bovina e de aves, principalmente. No mês passado, em busca de uma gestão cada vez mais globalizada, a empresa anunciou a reformulação de sua estrutura de gestão, que passa a ter quatro plataformas regionais: América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.

Governo
Seguro em pânico

Não tem surtido efeito os apelos feitos pela ministra da Agricultura Kátia Abreu, à presidente Dilma Rousseff, para deixar o agronegócio de fora dos cortes do governo. O facão chegou para o seguro rural. Na lei orçamentária para 2016 estavam previstos R$ 741,6 milhões que seriam utilizados para a subvenção ao seguro agrícola na safra 2016/2017. No mês passado, veio a má notícia: agora, serão apenas R$ 400 milhões, um corte quase à metade.

Estados Unidos
Sucessão nas fazendas

Um estudo apresentado em fevereiro pelo Serviço de Estatística Agrícola Nacional (NASS), em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, em inglês), mostra que nos próximos cinco anos 37 milhões de hectares de terras mudarão de donos no país. Isso equivale a 10% da atual área de plantio de culturas e de criação de animais. O governo quer acompanhar o movimento com lupa, para saber quem são esses novos proprietários. A idade média dos fazendeiros americanos é de 58 anos, considerada alta demais. No Brasil, a idade média é 45 anos.