Entrevista

Vladmir Valk

Vladmir Valk

O presidente da multinacional CRV, dona da central de inseminação Lagoa, uma das maiores do País, diz que pretende gastar R$ 3 milhões na melhoria de produtos e serviços.


Edição 01/11/2009 - nº 61

Dinheiro Rural – Quais os planos da CRV Lagoa para 2010?

– Os planos de investimentos envolvem o alinhamento com as estratégias da matriz da CRV na Holanda: manterse líder de mercado de sêmen bovino – corte e leite. Isso significa investir mais em novos produtos da bateria, contratando novos touros, oferecer mais produtos e serviços, como cursos, cursos online, suporte com informações técnicas. Esperamos investir R$ 3 milhões nessas ações.

Dinheiro Rural – Haverá mudança nos planos de negócios?

Valk – Teremos cinco unidades de negócios, uma delas é na América do Sul, que eu comando. Dentro dessa unidade da América do Sul, a CRV Lagoa é a base, vamos comandar tudo por aqui. Assim, a diretoria da CRV Lagoa tem influência para decidir quais os investimentos necessários para o crescimento.

Dinheiro Rural – E a meta é?

Valk – O objetivo da CRV no mundo é crescer 25% em três anos em diversos países, fazendo a sinergia necessária entre as unidades. Em alguns países, vamos começar do zero. Nossa matriz tem na Bélgica e Holanda um market share de 80%, então a ideia é crescer internacionalmente.

Dinheiro Rural – Qual será a atuação no continente sul-americano?

Valk – Nós temos alguns planos dentro da América do Sul. Não estamos ainda na Argentina, mas temos bons planos para a Colômbia, Argentina, o Uruguai e Paraguai. Teremos novidades em breve. Vamos investir também na rede de distribuição desses países.

Dinheiro Rural – Mas no Brasil, por exemplo, apenas 7% do mercado usa inseminação artificial.

Valk – No futuro, mais pessoas perceberão o valor da inseminação artificial. Vamos levar essa mensagem por meio do investimento em comunicação e de nossa equipe de consultores de campo.

Dinheiro Rural – Quais serão as principais raças?

Valk –A CRV está focando estratégias de programa de melhoramento genético de holandês, simental, jersey e, nas raças de corte, estamos focando em nelore e angus. Pretendemos nos aproximar mais dos criadores.

Dinheiro Rural – Isso significa aumentar os prêmios?

Valk –Não necessariamente. Temos exemplos que mostram que a confiança e a credibilidade são mais importantes que os prêmios e os royalties. Tivemos um caso recente, mas não vou divulgar nomes, em que houve competição entre as centrais por um bom touro e o criador nos escolheu por outros motivos.

Dinheiro Rural – E como o sr. avalia a concorrência?

Valk – Nós respeitamos nossos concorrentes, mas nossa visão é de que, no futuro, em todo o mundo, teremos a consolidação da CRV. Teremos, em cinco ou dez anos, apenas cinco, seis empresas grandes em todo o mundo.

Dinheiro Rural – Ou seja, vocês estão de olho em aquisições?

Valk – Sempre estamos com os olhos abertos porque, na verdade, dentro da América do Sul, o Brasil ainda é o país com mais oportunidades em comparação a outros. Nosso foco para crescer na América Latina é o Brasil. Então não descarto essa possibilidade.

Dinheiro Rural – Mas vocês pretendem ir às compras em todas as áreas?

Valk – Não necessariamente. Temos o caso da central Top in Life, de ovinos e caprinos, de Jaboticabal, que é nossa parceira e fornece o sêmen desse segmento.

Dinheiro Rural – Qual a participação no mercado brasileiro e quais os planos de crescimento?

Valk – Produzimos dois milhões de doses e temos 25% de market share. Queremos chegar a 35% em cinco anos.

“Queremos crescer no Brasil e estamos de olho em outras empresas que podemos comprar, ou então realizar novas parcerias”

 

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