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Entrevista

Dez perguntas para Antonio Ruy Freire

Dez perguntas para Antonio Ruy Freire

“Teremos plenas condições de atender à demanda interna e externa de carne”

Fábio Moitinho
Edição 01/12/2014 - nº 121

O presidente da DSM-Tortuga, Antonio Ruy Freire, é um especialista no campo de nutrição animal desde 1975, quando passou a integrar a equipe da multinacional holandesa. As apostas de Freire
baseiam-se no crescimento previsto para a pecuária de corte no Brasil, puxado pelo aumento do consumo de carne, de cerca de 16%, e das exportações, em torno de 40%, nos próximos dez anos.

O que pode revolucionar a produção de carne no País?
A tecnologia é a reposta. Produzir mais por hectare é um caminho sem volta e que também vai em linha com as questões ambientais. Se a produtividade for aumentada, o custo de produção será mais baixo e o consumidor será beneficiado. 

Como alavancar a produtividade?
Fatores como condições da pastagem, disponibilidade e qualidade da alimentação, genética e manejo dos animais são fundamentais para a melhoria da produtividade e também para a melhoria da qualidade da carne produzida. 

Há outras melhorias que também mereçam atenção?
Educação profissional da mão de obra no campo, acesso à informação, incluindo sistemas de monitoramento do desempenho dos animais, e um rigoroso cálculo do custo/benefício dos produtos consumidos.

A suplementação seria eficaz?
Certamente. Muitos criadores ainda não suplementam seus rebanhos adequadamente. Desse modo, os índices ficam muito abaixo dos resultados alcançados pelos pecuaristas que usam técnicas mais avançadas e encaram a pecuária como um negócio moderno. 

O sr. estima que isso vai crescer nos próximos anos?
Sem dúvida. Os produtores estão se educando. Obviamente, quando os preços de mercado remuneram adequadamente, os pecuaristas têm a oportunidade de investir.

Que tecnologia o sr. acredita que será o diferencial?
Certamente, a tecnologia dos minerais orgânicos na formulação das dietas dos animais já é e será um diferencial ainda maior em produtividade, uma vez que mais produtores passem a utilizá-la.

Se comparada com a dos mercados americano e australiano, a qualidade da carne brasileira é satisfatória?
Não temos dúvida disso. Inclusive, por ser uma carne produzida em sua maior parte a pasto, diferentemente do que ocorre naqueles países. Isso é algo que nos diferencia quanto à qualidade.

A genética do rebanho nacional colabora para essa qualidade?
Sem dúvida, a melhoria genética trouxe e deverá trazer benefícios tangíveis para a melhoria da produtividade e da qualidade da produção no Brasil.

Quais são as perspectivas para a comercialização?
Segundo o Ministério da Agricultura, a projeção da produção de carne brasileira em 2014 é de 9,75 milhões de toneladas, sendo que até 2024 deveremos chegar a um volume de
11,97 milhões de toneladas, o que deve significar 22,8% de crescimento no período. Na mesma base de dez anos, o consumo interno irá crescer 15,6% e as exportações, 39,7%. Estou
seguro de que teremos plenas condições de atender tanto à demanda interna quanto à externa de carne bovina.

O que falta para o País ser um formador de preços no mercado internacional?
O Brasil precisa dar continuidade aos esforços que já vem realizando, através da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e promover a qualidade dos nossos produtos,
de forma a obter melhores preços no mercado internacional para a sua carne.

 

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