As Melhores da Dinheiro Rural

Em busca de reconhecimento

Baseado em tecnologias reprodutivas para as fêmeas, a Rima Agropecuária avança sobre o mercado de touro

Em busca de reconhecimento

Rebanho diferenciado: a Rima possui cerca de oito mil animais distribuídos em quatro propriedades Divulgação

Nas pistas de julgamentos de animais em exposições agropecuárias, nos últimos anos ele vem se tornando imbatível. Pelo desempenho nesse setor, o criador de nelore Ricardo Vicintin, do Grupo Rima, em Entre Rios de Minas (MG), obteve pelo segundo ano consecutivo o prêmio na categoria GADO DE ELITE entre os Destaques da Pecuária nas MELHORES DA DINHEIRO RURAL 2015. O produtor, que investe no nelore há uma década, concorreu com líderes de rankings de outras seis raças. “A melhor forma de avaliar um trabalho é comparando-o com os demais”, afirma Vicintin. “A importância da pista é mostrar um momento do animal, no auge de sua performance.” 

A Rima possui cerca de oito mil animais distribuídos entre a sede, em Entre Rios, e outras três propriedades em Minas Gerais. No ano passado, a fazenda dobrou a quantidade de doadoras de embriões para 300 fêmeas, além de manter duas mil no campo. Por ano, nascem dois mil bezerros através de fertilização in vitro (FIV). “Investimos em tecnologias para avançar rapidamente na produção”, diz Vicintin. O suporte vem do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ). 

Para o futuro, a aposta do filho de Ricardo, Bruno Vicintin, responsável pelo projeto, é a clonagem dos melhores animais. “As tecnologias precisam ser pensadas e sua utilização avaliada”, afirma Bruno, que nos últimos anos clonou alguns animais avaliados como superiores. “Acreditamos que a clonagem terá crescimento no médio prazo.” A clonagem de bovinos começou em 2001 no País e em 2010 o Ministério da Agricultura passou a registrar os nascimentos através da técnica, que ainda tem seu uso restrito em função do alto custo. No laboratório da Rima, o valor é de cerca de R$ 50 mil. 


Ricardo Vicintin presidente do Grupo Rima

Com o rebanho de fêmeas encaminhado, agora a Rima quer entrar definitivamente no mercado de touros. Neste ano, a empresa já negociou 200 animais pela média de R$ 8,5 mil. O preço equivale a 60 arrobas de boi gordo. “A média de preço dos touros já subiu bastante em relação a anos anteriores”, diz Bruno. “Significa que o mercado está olhando para nós e estou satisfeito por isso.” No ano passado, por exemplo, o animal Rima FIV Imperatore foi apontado entre os destaques do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens (PNAT), da ABCZ.  O objetivo da Rima é dobrar a venda de touros em 2016 e atingir a marca de mil reprodutores nos próximos anos.