Tecnologia

Fábrica de campeões

Syngenta desafia agricultores a aumentar a produtividade das lavouras e eles superam a média nacional de colheita por hectare de grãos

Fábrica de campeões

foto: Humberto Franco / AG. ISTOé

Quebrar recordes não é uma obsessão apenas dos atletas que participarão dos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto. Produtores rurais de todo o País também batalham com afinco para superar suas marcas de produtividade no campo. Alguns campeões, que participaram do programa Produtividade Integrada (PIN), da Syngenta, vencedora de gestão financeira na categoria Agronegócio Direto Conglomerados do prêmio AS MELHORES DA DINHEIRO RURAL 2015, já exibem produtividade duas vezes maior que a média dos concorrentes brasileiros. Um dos “medalhistas de ouro” é Paulo Biesdorf, de São João do Oeste, em SC. “É a primeira vez que supero a barreira das 200 sacas de 60 quilos por hectare”, afirma o agricultor, que obteve o melhor resultado entre os produtores de milho verão na última edição do PIN, uma iniciativa da multinacional de biotecnologia agrícola e proteção de cultivos para melhorar as colheitas de soja, milho (verão e silagem) e trigo nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e toda a região Sul do Brasil.


Apoio: para a produtora de soja Cecília Flavigna a tecnologia precisa estar no campo

Biesdorf trocou o gado pelo grão, em 2010, e também se dedica à avicultura. Dos 27 hectares de lavoura de milho que possui atualmente, ele destinou oito hectares ao programa da Syngenta. A colheita na safra 2015/2016 chegou ao recorde pessoal de 224,7 sacas por hectare. É quase três vezes a média nacional, de 81,4 sacas por hectare, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O incremento obtido por Biesdorf foi de 21% em relação ao desempenho na safra passada e de 49% em comparação à safra 2013/2014. Para chegar a esse resultado, o agricultor mudou a forma de trabalhar: seguiu as orientações dos consultores do PIN e passou a usar fungicidas, variedades transgênicas e adubo orgânico, além de aplicar calcário para equilibrar a acidez do solo destinado ao plantio. São medidas simples, mas fundamentais para turbinar a lavoura. “Aprendi a tirar o máximo da área em que produzo.” O retorno veio no bolso. Com custo de produção de R$ 19,48 por saca, ele pegou carona nos bons preços do grão e faturou R$ 36,7 mil na safra passada, em uma área de oito hectares, com a entrega da produção para a cooperativa Cooper A1, de Palmito (SC), a R$ 40 a saca – mais de 100% de lucro.


Recorde: Paulo Biesdorf produziu mais de 200 sacas de milho pela primeira vez

Mais dinheiro no bolso do produtor também significa faturamento maior para a Syngenta, em longo prazo. O PIN é parte de uma série de programas realizados pela empresa, que investe US$ 1 bilhão por ano em ações semelhantes em todo o mundo. Para João Paulo Zampieri, diretor da Unidade Sul da Syngenta, o caminho para chegar aos melhores resultados passa por oferecer orientação ao produtor. “A assistência técnica é fundamental para produzir mais, com menos.” Para o presidente da Syngenta no Brasil, Laércio Giampani, o segredo é unir boas práticas de produção e tecnologia. “Assim, é possível ampliar os índices de produtividade de todas as culturas.”

O desafio da produtividade proposto pela companhia também foi aceito por Cecília Barros de Melo Flavigna, de Floraí, PR. Com 92,9 sacas de soja colhidas na área de oito hectares dedicada ao PIN, ela foi a primeira colocada entre os produtores do grão que atuam junto a cooperativas. Ligada à Cocamar, ela emplacou um resultado 90% superior à média nacional, de 48,9 sacas por hectare. Viúva há 14 anos, Cecília assumiu a propriedade sem ter tido contato com o campo até a morte de seu marido, João Flavigna. Desde então, buscou orientação e tem colhido bons resultados. Foi sua segunda safra consecutiva no PIN. “Aprendi que a tecnologia tem que estar presente no campo”, diz a produtora. “Sem ela, você não cresce.” Seu foco na área dedicada ao programa foi a fertilidade do solo, para que a planta tivesse acesso a todos os nutrientes de que necessita, e a sanidade, com aplicação de fungicidas a partir da análise foliar das plantas. “Com essa combinação, alcançamos o sucesso”, afirma Valdecir Gasparetto, técnico da propriedade.

Assim como Cecília, Dirceu Roberto Dallacua, de Vacaria, no RS, participa pelo segundo ano do programa. Com 60 hectares plantados de trigo do tipo pão, ele colocou em prática as orientações recebidas em 30 hectares, no inverno de 2015. Produziu 95,2 sacas por hectare, bem acima da média do País, de 37. “Colhi 25 sacas a mais, por hectare, em relação ao restante da  propriedade”, afirma o produtor. Gostou do que fez e quer mais. “Nesta safra, apliquei o mesmo tratamento do programa em toda a área de cultivo.”