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Safra de resultados

A gaúcha Josapar, dona da marca de arroz Tio João, aposta na inovação de produtos para ser manter na liderança de seu setor

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Em seus 93 anos de existência, a gaúcha Josapar construiu uma história vitoriosa graças a um produto essencial na vida dos brasileiros: o arroz. Dona da marca Tio João, a empresa decidiu, durante muitas décadas, se concentrar no mercado que dominava amplamente. Com o avanço da concorrência, se viu obrigada a investir em novas áreas. Nasceram dessa necessidade itens como bebidas à base de soja e refeições semiprontas, entre muitos outros que compõem hoje um portfólio formado por cerca de 70 produtos. O arroz, porém, continuava a ser o carro-chefe dos negócios, garantindo uma participação de mercado que sempre esteve perto dos 10% e respondendo por 60% do faturamento da companhia. Nos últimos anos, os gestores da Josapar começaram a se perguntar o que fazer para manter um nome tão forte como o Tio João entre os líderes na preferência do consumidor. A resposta, descobriram, estava em uma única palavra: inovação.

Por mais que seja um desafio desenvolver novidades para um produto tão básico quanto o arroz, a Josapar encontrou soluções que garantiram a longevidade – e o sucesso – da marca Tio João. Lançadas em 2014 e 2015, algumas dessas soluções trouxeram sólidos resultados financeiros e ajudaram a empresa a conquistar o prêmio principal no setor GRÃOS de AS MELHORES DA DINHEIRO RURAL 2015. Para Augusto de Oliveira Júnior, vice-presidente do Grupo Josapar, a inovação tem sido essencial no crescimento da companhia. “Neste semestre, entre outras ações, lançamos o Arroz Doce Tio João, que vem disponível em três sabores”, afirma o executivo. “O produto é uma exclusividade da Josapar e demonstra a vocação da empresa para investir em tecnologias e melhorias dos processos.” Segundo o vice-presidente, o ano de 2015 também ficarámarcado pela consolidação das linhas de arroz integral, que vem recebendo boa aceitação nos supermercados. Com uma margem 15% superior ao dos produtos convencionais, a linha premium (como o arroz integral) fisgou um público que não se incomoda em gastar um pouco mais em busca de qualidade.


A combinação desses fatores proporcionou um crescimento de 4% nas receitas da empresa em 2014, que totalizaram R$ 1,1 bilhão. Os investimentos chegaram a R$ 17,3 milhões, desembolsados principalmente na ampliação da capacidade de armazenagem e na melhoria da gestão de processos. “A crise não trouxe impacto significativo para nós”, diz Oliveira Júnior. “Em anos em que o poder de consumo das pessoas está prejudicado, a tendência é que elas priorizem itens essenciais, como o arroz e feijão, que são a base da alimentação do brasileiro.” Se fatura com a linha Premium, a Josapar também garante ótimos resultados com os produtos tradicionais. Está coberta, portanto, em todas as divisões de seu negócio.Maior produtor de arroz das Américas, o Brasil consome praticamente tudo o que planta. De acordo com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2015/2016 deverá alcançar cerca de 12 milhões de toneladas, número que se mantém estável há algum tempo. Recentemente, o governo federal lançou um projeto para expandir os negócios do setor no mercado internacional. Para Kátia Abreu, ministra da Agricultura, a exportação ajudará a regular o preço interno do arroz, beneficiando os agricultores brasileiros. Se a proposta vingar, empresas como a Josapar poderão colher resultados ainda melhores.

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