O Campo em números

O outro lado da moeda

CÂMBIO
Perdas triplicadas

A desvalorização do real perante o dólar levou a Suzano Papel e Celulose a encerrar 2015 com um prejuízo líquido de R$ 925,3 milhões, segundo o balanço apresentado em fevereiro. Pesou nesse resultado a dívida da empresa em dólar, quando convertida em reais: R$ 1,59 bilhão em 2014 virou R$ 4,43 bilhões em 2015. Esse aumento triplicou o prejuízo que a empresa já vinha acumulando. Em 2014, a Suzano havia terminado o ano com saldo negativo de R$ 262 milhões. As perdas, porém, não afetaram o desempenho operacional da companhia, que teve uma geração de caixa de R$ 3,49 bilhões em 2015, ante R$ 1,45 bilhão no ano anterior.

EXPORTAÇÃO
Carne suína em alta

As exportações de carne suína cresceram 63% em janeiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2015. Os dados apresentados no mês passado pela Associação Brasileira de Proteína Animal mostram 47,1 mil toneladas embarcadas, por R$ 323 milhões. Em valores, o crescimento foi de 67,2%. Também houve crescimento no saldo cambial das exportações de 8,7%, atingindo US$ 79,7 milhões. O principal destino da carne suína foi a Rússia, com 35% do volume negociado, equivalente a 16,3 mil toneladas.

SOJA
Abiove reduz expectativa de safra

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais reduziu suas previsões sobre a exportação do setor da soja em 2016. De acordo com o levantamento da entidade, divulgado em fevereiro, a receita das exportações da cadeia da oleaginosa deve ser de US$ 25 bilhões, 10,5% abaixo de 2015.

BALANÇO
BRF nas alturas

Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, a BRF anunciou no final do mês passado o faturamento global de R$ 32,2 bilhões em 2015. O resultado foi 11% superior ao de 2014. O lucro líquido da companhia cresceu 46%, chegando a R$ 3,1 bilhões. O Ebtida atingiu R$ 5,7 bilhões, o que significou um incremento de 21,9% em relação a 2014. De acordo com a empresa, grande parte desse desempenho está relacionado à expansão das operações globais da companhia, ao crescimento dos pontos de venda no Brasil e à melhor qualidade no atendimento ao cliente.

ESTIMATIVA

“Em 2016 estamos prevendo um ambiente comercial similar ao dos anos anteriores, com uma política de preços ainda menos agressiva. Assim, devemos ter um crescimento orgânico alinhado com o de 2015” Paul Bulcke, CEO Global da Nestlé

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RÚSSIA
Produção recorde de açúcar

Até o dia 1º de fevereiro, a produção de açúcar na Rússia atingiu 5,14 milhões de toneladas, superando o recorde alcançado na temporada 2011/2012, quando o país produziu 5,11 milhões de toneladas.

SUÍNO
Preço do animal vivo está em queda

Após um fim de ano com preços ao redor de R$ 80 por arroba em São Paulo, as cotações do suíno vivo iniciaram 2016 em forte queda. A cotação média de fevereiro, até meados das últimas semanas do mês, é de R$ 59,44 por arroba. Já em relação aos custos de produção, houve um forte reajuste e o consumo lento da carne suína, na ponta final, agrava ainda mais a situação. A carcaça suína no atacado apresenta o menor preço em relação à bovina dos últimos 20 anos.

Análise do Mês
Momento de equilíbrio para os estoques de suco


Ibiapaba Netto, diretor executivo da CitrusBR

O levantamento divulgado pela CitrusBR, por meio de empresas de auditorias independentes, mostra que os estoques brasileiros globais de suco de laranja (FCOJ Equivalente 66 Brix), somaram 728.865 toneladas em 31 de dezembro do ano passado. Diante dessa baixa, a estimativa é de que os estoques de passagem de safra em 30 de junho de 2016 somem 292.385 toneladas, uma redução de 42,7%. Tais números apontam para o fim do ciclo de altos estoques que afetou o setor nos últimos anos. No entanto, o clima tem prejudicado o rendimento industrial, que até o mês de janeiro da safra 2015/16, necessitou de 299,14 caixas de laranja de 40,8 quilos para a produção de uma tonelada de suco de laranja, numa piora de 24,4% ante o mesmo período da safra passada.