Porteira Aberta

Hilton: mais perto do limite

Agricultura
Safra segura

A Tokio Marine, subsidiária da Tokio Marine Holdings – o mais antigo conglomerado de seguros japonês – lançou, em julho, o seguro Agro Safras. O produto é direcionado aos produtores rurais, cooperativas, revendas de insumos, instituições financeiras e fundos de investimento, e está disponível em duas categorias: custeio e produtividade.

Exportação
Mapa cria programa

O Ministério da Agricultura e lideranças do setor se uniram para debater a criação de um programa piloto para promover o agronegócio brasileiro no exterior e atrair investidores.O Programa Acesso a Mercados (PAM-AGRO) é uma das ações do ministério para aumentar de 7% para 10% a participação do Brasil no mercado internacional nos próximos cinco anos.

Odebrecht Agro
Resultado negativo

A Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro da holding Odebrecht, registrou prejuízo de R$ 1,9 bilhão na safra 2015/2016, resultado 59% superior ao do ciclo 2014/2015. O desempenho negativo é resultado do aumento dos custos e foi registrado antes do aporte de R$ 6,2 bilhões para a renegociação das dívidas da empresa, que deve ser concluído em 31 de agosto.

Estreia
Café da Coca-Cola

A Coca-Cola ingressa no mercado de cafés especiais neste mês com o Café Leão. O produto é composto por grãos 100% arábica, cultivados, embalados e torrados em solo brasileiro. Os grãos são adquiridos de pequenos e médios produtores do cerrado mineiro e das montanhas do Espírito Santo. O produto chega aos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba e estará nos principais pontos de venda do restante do país em 2017.

Pecuária
A safra de dez mil bezerros

A maior desmama de bezerros em uma única safra foi realizada no Brasil na fazenda Nova Piratininga, em São Miguel do Araguaia (GO). Dez mil bezerros e bezerras nelore, filhos dos touros Jallad Fiv da 2L e Pallul POI Fiv da 2L, ambos da CRI Genética, formam a maior produção de gado comercial de alta qualidade no país.

Bahia
Menos cacau na praça

O ano continua amargo para os produtores de cacau da Bahia. O volume entregue às industrias desde o começo da safra, em abril, é o menor desde o ciclo 1973/1974, ou seja, há 42 anos. Nos últimos quatro meses foram negociadas 17,4 mil toneladas, enquanto as entregas do mesmo período do ano passado foram de 51,5 mil toneladas, conforme a TH Consultoria.

Milho
Segurando os preços

Para conter a alta do preço do milho no mercado interno, o Ministério da Agricultura quer isentar o PIS/Cofins para a importação do grão até o fim do ano. Apesar da alíquota de importação nos países do Mercosul ser zero, as compras externas têm a incidência de 1,65% de PIS e de 7,6% de Cofins.

Lácteos
Déficit dobrado

A balança comercial de lácteos registrou déficit duas vezes maior que o de 2015 no primeiro semestre deste ano. Nos primeiros seis meses de 2016 o Brasil importou US$ 268,6 milhões em produtos e exportou US$ 62,7 milhões, o que gerou déficit de US$ 205,9 milhões.Em todo o ano passado, o déficit foi de US$ 100 milhões. O motivo é a escassez de leite no mercado interno, que estimula as importações.

BNDES
Safra turbinada

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá liberar R$ 17,4 bilhões para a safra 2016/2017. O incremento é de 20% em relação aos R$ 15 bilhões destinados aos investimentos no setor agrícola na safra 2015/2016. Para o Moderfrota, linha de crédito para compra de maquinário agrícola, a estimativa é de R$ 4,1 bilhões ou 14,6% a mais que o valor aplicado no ciclo anterior.

Mercado externo
Mais perto da 481

O Brasil deu mais um passo para acessar a Cota High Quality Beef (Cota de Carne de Alta Qualidade, em tradução livre), também chamada de Cota 481, que tem como foco o embarque de cortes de carne bovina premium para a União Europeia. O ministério da Agricultura entregou aos europeus uma proposta de protocolo de acesso à cota em julho. O documento foi desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) e Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).  O limite da cota é de 48 mil toneladas.     “Temos um produtor que vai garantir a produção que precisamos se for estimulado e uma indústria com capilaridade e resposta rápida”, afirma o presidente da Abiec, Antônio Camardelli. “Portanto, somos grandes candidatos a cumprir um porcentual dessa cota.”

A alíquota zero e um preço médio de US$ 8 mil por tonelada são atrativos. No entanto, o que torna a cota tão interessante para o Brasil é a possibilidade de vender a carne de animais confinados a preços competitivos. “A cota obriga o animal a ser provisionado diariamente e cai como uma luva para nós.” Embora apenas 10% da produção brasileira seja de animais terminados em confinamento, esses produtores não encontram formas remuneradoras de exportar.

Neste mês de agosto, Abiec e CNA levarão produtores e indústrias ao Uruguai para conhecer o sistema do país vizinho, que vendeu 11,4 mil toneladas por meio da 481 nos últimos 12 meses. “Vamos verificar na prática como é feito esse processo.”

TNC
Diagnóstico florestal

A região do Alto Teles Pires, no médio-norte de Mato Grosso, ganhou em julho um Plano Estratégico de Restauração Florestal (Perf). O documento foi elaborado pela maior organização de conservação ambiental do mundo, a The Nature Conservancy. O Perf é parte de um projeto inédito, que diagnosticou a situação da cadeia de restauração florestal dessa região e apontou ações para resolver os seus gargalos. Essa iniciativa é apoiada pelas empresas Syngenta, Fiagril, Amaggi e as entidades IDH e Solidaridad.

EQUIPAMENTOS
AGCO compra Cimbria

A AGCO, fabricante e distribuidora mundial de equipamentos agrícolas, anunciou a aquisição da Cimbria Holdings Ltd., por US$ 340 milhões, no final do mês de julho. Líder na fabricação de produtos e soluções para processamento, manipulação e armazenamento de sementes e grãos, a Cimbria pertencia à Silverfleet Capital e tem sede em Thisted, na Dinamarca. A transação está sujeita a aprovação regulatória e deverá ser concluída até setembro. Em 2015, a AGCO, que atua em 140 países, informou vendas líquidas de US$ 7,5 bilhões. Já a Cimbria tem expectativa de atingir US$ 240 milhões em negócios neste ano. A empresa concentra suas vendas na Europa Ocidental.

Garoto propaganda
Sadia contra–ataca

Depois de a Seara, da JBS, contratar o chef Alex Atala para se aproximar dos consumidores, a concorrente Sadia, da BRF, escalou o chef inglês Jamie Oliver para ser o garoto propaganda da nova linha de pratos prontos à base de frango da marca. A empresa investiu R$ 50 milhões para fazer mudanças em seu sistema de produção e oferecer produtos preparados com ingredientes naturais, e certificados em sua origem, como defende o chef, e que estarão nas gôndolas no mês de setembro.

Previsão positiva
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou em julho os resultados da safra 2015/2016. No período, foram exportadas 35,4 milhões de sacas, volume 3,2% menor que na safra anterior. A receita recuou 22%, para US$ 5,3 bilhões.


Nelson Carvalhaes presidente do Cecafé

De que forma o senhor avalia o ciclo que se encerra?
Se considerarmos o calendário de janeiro a dezembro de 2015 nós tivemos um recorde histórico de exportação, de 36,9 milhões de sacas. Considerando a safra, evidentemente, teríamos um resultado muito melhor se não tivéssemos o La Niña. Ainda assim, foi o segundo melhor resultado em cinco anos.

Quais as perspectivas para a próxima safra?
Acredito que será muito positiva e que as exportações retomarão o crescimento ao longo do ano.

Por quê?
O consumo mundial de café vem crescendo a uma média de 2% ao ano. Em 2016, teremos um consumo de 152 milhões de sacas de café. Até 2020, essa demanda deve crescer para até 170 milhões de sacas. Se o Brasil mantiver a atual fatia no mercado internacional, de aproximadamente 40%, nós vamos precisar produzir de 70 a 72 milhões de sacas anuais nos próximos dez anos. É um grande estímulo ao produtor, ao comércio exportador e aos mercados que buscam o nosso produto.

Como o senhor avalia a produção de cafés especiais?
Esse espaço de mercado é uma realidade, está estruturado e com um crescimento interessante. E o Brasil tem condições de se destacar.Acredito que a exportação de cafés de alta qualidade represente de oito a 10% do total embarcado pelo País.