Porteira Aberta

Porteira Aberta

Subsídios ao agronegócio

Em 2014, o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) recebeu recursos da ordem de R$ 630 milhões para a comercialização de 8,3 milhões de toneladas de produtos como o algodão, milho,
trigo, laranja e a borracha natural. O produto que mais recebeu subsídios do governo foi Subsídios ao agronegócio o milho, com recursos de R$ 259 milhões para a venda de 5,8 milhões de toneladas, seguido pelo algodão, que teve R$ 243,6 milhões. Além disso, as Aquisições do Governo Federal (AGF) somaram R$ 84,2 milhões, com a compra de 78,7 mil toneladas de feijão, milho e trigo.

O combustível do tabaco

As empresas de aviação South African Airways (SAA) e a Boeing lançaram o Project Solaris, para desenvolver uma cadeia de suprimentos de biocombustível para aviação que usa uma planta de tabaco
livre de nicotina. Com essa iniciativa, fazendeiros sulafricanos estão cultivando experimentalmente 50 hectares com uma espécie de tabaco rica em energia, numa safra-teste que atenderá ao projeto.
O óleo das sementes dessa planta será transformado em biocombustível, em 2015, e usado em voos-teste da SAA. O plano é obter um biocombustível mais sustentável e com menor custo. 

Hambúrguer de sucesso

Desde a estreia no cardápio do McDonald’s, em julho de 2012, os sanduíches com carne angus se tornaram um dos mais pedidos nos 840 restaurantes da rede, no Brasil. Em dezembro de 2014, a
linha premium de hambúrgueres atingiu a marca de dez mil toneladas comercializadas. Além dos produtos fixos Angus Deluxe e Angus Bacon, o cardápio contou com outros seis sanduíches, entre eles 
a linha especial Favoritos McDonald’s para a Copa do Mundo 2014, McBrasil, McArgentina e McEUA. Para atender à demanda crescente, unidades da Marfrig Global Foods e JBS S/A abastecem a rede
com a carne angus certificada. 

IFC é sócia da Biosev

Em dezembro, o conselho de administração da sucroalcooleira Biosev, controlada pela francesa Louis Dreyfus Commo-dities, aprovou a entrada da International Finance Corporation (IFC), braço de
investimentos do Banco Mundial, que deterá R$ 128 milhões do seu capital, que será aumentado para R$ 2,6 bilhões.  

Etanol sustentável

A Raízen concluiu a construção da sua primeira unidade de etanol celulósico no Brasil e comemorou a produção dos primeiros 500 mil litros do produto, com uma ação de marketing em um posto de combustível em Piracicaba, no mês passado. A empresa está apostando forte nesse biocombustível produzido a partir de bagaço e palha da cana-de-açúcar. O produto será comercializado em todo o País neste ano. A Raízen ainda planeja construir outras sete unidades para a fabricação do etanol de segunda geração, até 2024. 

Usina de milho

A paulista Dedini, a americana DuPont e a argentina Porta se uniram para investir no mercado brasileiro de etanol de milho. Com a parceria, essas empresas querem oferecer tecnologia e equipamentos mais competitivos para a produção  do combustível. Na parceria, a Porta vai fornecer a tecnologia para a fabricação do etanol de milho, a Dedini contribui com a experiência na fabricação de equipamentos para as usinas de cana e a DuPont, uma  das maiores companhias de sementes e defensivos, entra com os insumos para a fabricação.

Taxa prorrogada

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu prorrogar, até junho, a taxa de juros para a compra de implementos agrícolas através do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). As taxas permanecerão as mesmas que estavam em vigor em dezembro de 2014, de 4,5% ao ano para produtores com faturamento anual de até R$ 90 milhões e de 6% ao ano para agricultores que tenham receitas acima desse patamar. Os prazos de reembolso foram mantidos em até oito anos para aquisição de itens novos e em até quatro anos para os usados. 

Aves na Indonésia

Em dezembro, a BRF e a Indofood Suskes Makmur, da Indonésia, anunciaram a criação de uma joint venture para explorar o negócio de aves e alimentos processados no país asiático. As companhias dividirão em partes iguais o controle da nova empresa, de 50%, que receberá investimentos de US$ 200 milhões nos próximos três anos. 

Casamento oficializado

No primeiro dia do ano, foi comunicada a conclusão da compra da Novartis Saúde Animal pela Elanco, no valor de US$ 5,4 bilhões, dando origem a uma das maiores companhias globais do setor. A operação foi aprovada pelo Cade, em dezembro passado. Com sete mil funcionários e atuação em 70 países, a Elanco, comandada no País pelo executivo Gustavo Tesolin, é uma divisão da farmacêutica americana Eli Lilly, que faturou globalmente US$ 23 bilhões, em 2013. 

A incerteza das rações
Em 2014, o setor de alimentação animal cresceu 4%, com estimativa de produção de 67 milhões de toneladas de rações. O vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, fala sobre a conjuntura do setor.

Em que se baseia o crescimento? 
No crescimento do confinamento, com o estímulo do bom preço da carne no mercado internacional, e na pecuária leiteira, que está produzindo mais leite. O produtor capitalizado consegue investir mais em alimentação animal.

Qual é sua avaliação do boi a pasto, na comparação com o confinado?
A propaganda do boi verde pega bem. Mas já se comprovou que o confinado emite menos gases estufa do que o boi a pasto. Por quilo de carne produzida, é uma emissão quase 40% menor. 

Qual é a expectativa para este ano?
O ano de 2015 é de incertezas. Os estímulos externos é que vão modular o nosso desempenho. Precisamos aumentar a presença do nosso produto em mercados já constituídos, como China, Japão, México, Estados Unidos.

Qual é o desafio?
O produtor de boi, quando comparado ao de aves e suínos, está anos luz de distância. É um sujeito conservador, que ainda encara a tecnologia como despesa, e não como um investimento. Mudar isso é um desafio. 

Açúcar certificado

A Bunge Brasil, uma das maiores tradings e produtoras de açúcar e bioenergia do País, embarcou cerca de 17 mil toneladas de açúcar certificado no mês passado. A exportação do açúcar bruto a granel, com certificação da ONG Bonsucro, foi destinada ao Canadá. Essa foi a primeira vez no mundo que uma carga de açúcar certificado pela Bonsucro é exportada. Antes disso, a Bunge comercializou etanol com o mesmo selo, mas apenas no mercado brasileiro.

Cooxupé amplia torrefação

A Cooxupé, uma das maiores cooperativas de cafeicultores do mundo, com mais de 12 mil associados, está investindo R$ 15,8 milhões em uma nova unidade de torrefação no município de Guaxupé (MG), onde está localizada sua sede. A atual torrefadora, com capacidade para a transformação de cerca de 200 toneladas mensais, será desativada e substituída pela nova unidade, com capacidade para torrar 500 toneladas de café por mês. O investimento será financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). 

China aprova milho da Syngenta

Em dezembro, a Syngenta anunciou que a China lhe concedeu o certificado de segurança do milho transgênico Agrisure Viptera, esperada desde 2010. Com o certificado, está autorizada a importação de grãos Viptera e subprodutos processados pela China. O milho da Syngenta tem aprovação para cultivo nos Estados Unidos desde 2010 e também está aprovado para plantio no Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Paraguai e Uruguai. 

A marca do queijo

Em dezembro, foi lançada a marca Região do Queijo da Canastra, para o Queijo da Canastra. A iguaria foi tombada como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro e certificada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com o selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), que garante a origem do produto. Esse queijo é produzido artesanalmente por cerca de 800 produtores de sete municípios mineiros.