Hippus

Não ao mormo

Não ao mormo

Foto: Felipe Ulbrich

Em agosto, a secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul realizou uma reunião para discutir as providências  que devem ser adotadas para controlar o mormo, uma doença de fácil transmissão, que ataca os equinos e para a qual não há remédio, obrigando ao sacrifício do animal infectado. Entre os participantes estavam Bernardo Todeschini, do Mapa, Carlos Sperotto, da Farsul, além de representantes de entidades, como Manoelito Savaris, presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho, e Cleber Vieira, da Federação Gaúcha de Laço. Em junho, foi registrado o primeiro caso da doença, no município de Rolante. A preocupação dos organizadores de eventos é grande, pois os gaúchos mantêm uma intensa agenda de provas e campeonatos. Somente da Associação Brasileira de Cavalos Crioulos são 600, por ano.

Jovens talentos

No dia 9 de agosto, a Sociedade Hípica Paulista realizou na capital de São Paulo, o Campeonato Paulista da Juventude, um evento destinado a revelar  novos talentos. Participaram das provas 73 conjuntos para atletas entre oito e 21 anos. Na ocasião, o presidente da Hípica, Romeu Ferreira Leite Júnior, aproveitou para fazer um convite aos participantes e ao público.  “Agora, esperamos por todos no nosso Internacional e Nacional Indoor, entre oito e 11 de outubro”, disse. “Seja na pista ou na arquibancada, torcendo pelo hipismo.”

Luto por Romeu Macruz

No dia 8 de agosto, faleceu em São Paulo, aos 87 anos, Romeu Macruz, um dos veterinários mais respeitados do País. Macruz foi um quadro histórico do Jockey Club paulista, onde trabalhou durante  30 anos, aposentando-se em  2011. No ano passado, foi criado um prêmio em sua homenagem. Especialista em anatomia patológica, ele publicou cerca de 200 trabalhos, dos quais 160 apresentadas em congressos nacionais e internacionais.

Cânter

Com o 38º Campeonato Nacional de Conformação e Trabalho de equinos quarto de milha, realizado em julho, em Avaré, no interior paulista, a ABQM, entidade que representa os criadores da raça, abriu o calendário de eventos do segundo semestre do ano. Neste mês, aconteceu o congresso da raça, em Esteio (RS). Marcelo Ferreira, presidente da entidade, fala dos próximos desafios da ABQM.

Qual a importância desses eventos para a ABQM?
Os eventos mostram de que maneira os criatórios estão melhorando seus animais. A genética é fundamental para que os plantéis possam participar bem das disputas dos títulos em suas respectivas modalidades.

Quais sãos as qualidades?
São várias, mas eu diria que há um conjunto formado por estrutura morfológica, rusticidade, velocidade, docilidade e versatilidade, que solidifica o trabalho dos criadores.

Como desenvolver essas características?
Elas têm sido desenvoldidas com investimentos em animais de alto padrão genético, inclusive, dos Estados Unidos, berço da raça, que vêm sendo importados.

Qual a principal tarefa da ABQM, atualmente?
O plantel brasileiro é superior a 450 mil animais e, por isso, podemos ir além do que temos hoje. A ABQM conta com 25 mil associados, mas há 87 mil proprietários de animais. É neles que queremos chegar.