Hippus

Puro sangue & Cia

Reinado catarinense em São Paulo

O garanhão Diamante do Encantto, dos Irmãos Comiotto, e a fêmea Descoberta da Bela Aliança, de Francisco Carlos Habowsky, ambos de Santa Catarina, foram os animais que mais pontuaram em
dezembro, na prova realizada em Santa Rita do Passa Quatro, no interior paulista. A competição, que reúne equinos da raça crioulo, soma pontos no ranking Bocal e no Freio de Ouro em 2015. Diamante ficou com a nota de 20,286 e Descoberta, 18,364. As provas classificatórias ao freio começam em abril, com as finais realizadas em Esteio (RS), no final de agosto.

Rumo à Argentina

Já estão classificados os 30 animais brasileiros que participarão dos julgamentos de morfologia, e as seis duplas para a Paleteada Internacional, durante a Exposição Morfológica da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos 2015. O evento será de 25 a 29 de março, em Buenos Aires, e terá ainda as provas de Freio de Ouro, Movimiento a La Rienda, Marcha da Resistência e Enduro. 

Tricampeões do laço

A 22ª Copa do Laço premiou, pela terceira vez, o Clube Lino do Amaral Cardinal, equipe de cinco cavaleiros das cidades de Dourados, Laguna Carapã, Ponta Porã e Campo Grande (MS). A prova foi realizada no mês passado, em Campo Grande, pela Federação de Clubes de Laço do Estado. O prêmio de R$ 30 mil foi pelo maior número de armadas positivas, que consistem em laçar um animal apenas pelo chifre. 

Colecionador de títulos

O cavaleiro Francisco Musa conquistou o Campeonato Brasileiro Hyundai de Sênior Top 2014 de hipismo, mesmo chegando em terceiro lugar no GP realizado na Sociedade Hípica Paulista, em dezembro. Após nove etapas, o mineiro radicado em São Paulo foi o grande campeão da temporada, com 118,5 pontos. O resultado garantiu a Musa o bicampeonato sênior top 2012 e 2014 e o tetracampeonato do ranking brasileiro sênior top 2009/2010/2012

Cânter

A paixão pelo cavalo árabe levou o carioca de Copacabana, criador e juiz da raça Mario Braga a escrever um livro sobre a saga do animal no País. O cavalo árabe no Brasil, da editora Andrea Jakobsson Estúdio, foi lançado em dezembro e conta com imagens do fotógrafo Marco Terranova. 

Quando surgiu a ideia de escrever o livro?
Eu e meu pai criamos cavalos árabes desde 1984. Achei que a raça merecia o registro, além de 2014 ter sido o ano de comemoração do cinquentenário de fundação da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe.

Como foram planejadas as imagens do livro?
O Marco Terranova é um fotógrafo premiado e o que eu queria era algo que valorizasse o livro. A ideia foi produzir um ensaio fotográfico que retratasse a rotina do cavalo árabe em diversos Estados brasileiros.

O que mais chama sua atenção na raça? 
O árabe é o formador de raças por excelência. Quase todas as demais derivam dele. Por ter sido submetida a uma seleção natural, por milhares de anos em ambiente de deserto, a raça tem resistência, agilidade, força e, principalmente, inteligência. 

O que mais o Sr. aprecia em sua criação?
Além de tudo que já foi citado, o árabe é um animal de grande beleza. Atualmente, criamos 20 puros-sangues em um haras no município de Bananal, no interior de São Paulo.