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Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Bioenergia 2016

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Bioenergia 2016

A produção de cana-de-açúcar na safra 2016/2017 deve chegar a 684,7 milhões de toneladas. A expectativa é de avanço na produção de açúcar, sem comprometer a oferta de etanol

Abilio Diniz
O empresário Abilio Diniz, 79 anos, é acionista e presidente do conselho de administração da gigante BRF, que faturou R$ 32,2 bilhões no ano passado. Diniz é um dos grandes mentores da internacionalização da empresa pela Ásia. Além disso, o empresário que já foi controlador do Grupo Pão de Açúcar, este ano passou a ser o terceiro maior acionista da francesa Carrefour, através de sua empresa Península Participações. Mais do que apenas comprar ações como investimento, a ideia de Diniz é melhorar a performance do Carrefour global e participar da gestão da empresa.

Marize Porto Costa
A produtora rural Marize Porto Costa, da fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO), é um dos grandes nomes da agropecuária nacional por ser um símbolo da integração lavoura pecuária e floresta (ILPF). Sua história de dez anos nesse projeto fez os três mil hectares da fazenda se transformarem em referência de propriedade verde. Anualmente, Costa chega a reunir cerca de 700 produtores para conhecer a sua fazenda, que já se tornou um ponto de encontro para a transferência de conhecimento da ILPF.

Antônio Ricardo Sechis
O pecuarista e engenheiro elétrico, Antônio Ricardo Sechis, 57 anos, da fazenda Beef Passion, de Nhandeara (SP), se tornou sinônimo da mais alta produção de carne de qualidade. Seu projeto tem chamado a atenção de ícones da alta gastronomia, como  chefs italianos e o chef Alex Atala, dono do restaurante paulistano D.O.M. A produção do rebanho de oito mil animais, de base wagyu e angus australiano, é vendida em redes de lojas, como o grupo Oba e em uma boutique na capital paulista.

Rogério de Betti
O açougueiro Rogério de Betti, 38 anos, é um dos idealizadores da  Churrascada, um movimento que tem atraído a atenção de consumidores jovens para cortes diferenciados de vários tipos de carnes. Iniciado no ano passado em São Paulo, Betti chega a reunir mil pessoas a cada edição. Uma de suas marcas, o Dry Aged, processo que mantém as propriedades da carne, caiu no gosto do consumidor.

Marek Warzywoda
Há cerca de um ano no País, o economista polonês Marek Warzywoda, tem nas mãos o comando da subsidiária brasileira da  multinacional francesa Lactalis, que faturou globalmente € 16,5 bilhões em 2015. A empresa se tornou a maior de laticínios do mundo através de uma política de aquisições. Aqui, ela comprou grande parte dos ativos da Lácteos Brasil e da divisão de lácteos da BRF. A ambição do grupo é ser o número um em queijo no Brasil.

Rui Chammas
À frente da presidência da Biosev, do grupo francês Louis Dreyfus, Rui Chammas, 50 anos, tem sido a peça fundamental para guiar uma das gigantes do setor sucroenergético do País. Com 11 unidades de produção de açúcar, etanol e bioeletricidade, a Biosev aumentou seu faturamento líquido em 37,8%, fechando o ano passado com R$ 6,2 bilhões. Para se ter uma ideia, de 2000 a 2010, a empresa multiplicou seu tamanho por 40. Com a experiência acumulada em grandes corporações como a Braskem, Chammas está revolucionando o setor.

Erasmo Carlos Battistella
O executivo gaúcho Erasmo Carlos Battistella, 37 anos, presidente da BSBios, com sede em Passo Fundo (RS) e que faturou R$ 1,5 bilhão no ano passado, é o investidor número um do País no mercado de biodiesel. Este ano, por exemplo, Battistella investiu mais R$ 82 milhões para aumentar a capacidade de produção de biodiesel em uma de suas fábricas. A empresa está focada em produzir uma energia sustentável, menos poluente, que gera benefícios no campo e desenvolvimento ao País.

Rubens Ometto Silveira Mello
Dono do Grupo Cosan, um dos maiores conglomerados  de energia e infraestrutura do Brasil, com faturamento de R$ 47,7 bilhões no ano passado, Rubens Ometto Silveira Mello, 66 anos, é um dos grandes nomes do setor sucroenergético brasileiro. O empresário já está de olho nos ativos da Petrobras que devem estar na lista de desinventimentos da estatal até o final do ano, entre eles a BR Distribuidora. Para Ometto, dinheiro não deve ser problema: ele costuma dizer que as aquisições têm de ser bancadas com recursos próprios.

Paulo Roberto de Souza
O executivo Paulo Roberto de Souza está há sete anos à frente do comando da Copersucar, a maior trading de açúcar e etanol do mundo, com faturamento de R$ 26,3 bilhões na safra 2015/2016. Com a liderança de Souza, a empresa voltou a dar lucro, fechando um resultado de R$ 45,13 milhões. Nessa última safra, além do fluxo normal, foram comercializados 500 milhões de litros de etanol adicionais. Nos primeiros sete meses deste ano, junto com Coamo e Aurora, a companhia formou o trio de cooperativas que mais exportou até agora.

João Guilherme Sabino Ometto
O engenheiro João Guilherme Sabino Ometto, 76 anos, é um dos nomes com mais influência no setor sucroenergético. Ele acabou de ser eleito presidente do Conselho de Administração do grupo São Martinho, uma das grandes indústrias de açúcar e etanol do País. Também tem uma relação importante com outros setores produtivos, pois atua como vice-presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp). Além disso, é membro da Academia Nacional de Agricultura. Uma das maiores preocupações dele nos últimos tempos tem sido o resgate da confiança de outros ramos empresariais no agronegócio.

“O Brasil é um dos líderes e referência mundial no agronegócio, graças não somente ao clima e a topografia favoráveis, mas principalmente à sua competitividade, que evoluiu muito ao longo dos anos por conta dos investimentos constantes em tecnologias e recursos humanos. O setor tem muitos desafios e obstáculos para superar. Desenvolver ainda mais a infraestrutura e os processos de logística são pontos importantes a serem destacados. Além disso, é fundamental que o governo brasileiro trabalhe para simplificar o complexo sistema tributário, bem como modificar e adaptar a legislação trabalhista às atividades agrícolas, o que é essencial para ganharmos competitividade. Há, porém, uma tarefa ainda mais importante, que é conectar a sociedade urbana ao campo de forma a integrar as duas partes. Sem dúvida, se conseguirmos colocar tudo isso em prática, o Brasil, que já é uma potência agrícola, poderá crescer ainda mais e de forma sustentável, reforçando sua posição de liderança mundial no agronegócio.” Jacyr da Silva Costa Filho,diretor da Tereos