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Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Cooperativas 2016

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Cooperativas 2016

O Brasil conta com 1,5 mil cooperativas agropecuárias que atendem a 1 milhão de produtores e respondem por 48% da produção nacional

Carlos Alberto Paulino da Costa
O engenheiro agrônomo Carlos Alberto Paulino da Costa comanda como ninguém a mineira Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), a maior em produção e beneficiamento de café de todo o mundo. Não é a toa que ela reúna hoje 12,6 mil cooperados para produzir 6,1 milhões de sacas, tendo faturado R$ 4 bilhões no ano passado. Sob o comando de Costa, os produtores melhoraram a gestão do grão nas propriedades, permitindo a cooperativa exportar seus produtos para cerca de 40 países.

Mario Lanznaster
À frente da Cooperativa Central Aurora Alimentos, com sede em Chapecó (SC), o engenheiro agrônomo soube aproveitar bem a tradição de produção de aves, suínos e leite de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul para elevar a importância da marca Aurora em todo o País e no mundo. Reunindo 63,9 mil produtores, a cooperativa faturou R$ 5,3 bilhões no ano passado. Lanznaster já traça planos para internacionalizar a Aurora. O próximo passo da cooperativa é a sua entrada na China, que oferece mais condições de crescimento.

“A visão que se tem do agronegócio em relação ao mundo e especialmente no Brasil, é de grande preocupação para todos nós. Principalmente porque a população mundial cresce e a previsão é que o mundo seja habitado por nove bilhões de pessoas até 2050. A grande questão é como atender a demanda de alimentos, mas acredito que o Brasil fará a sua parte. Segundo estudos, o País poderá aumentar a produção em 90 milhões de hectares sem desmatar, só transformando pastagens degradadas e outras áreas passíveis de serem transformadas em agricultura e pecuária com alta produtividade.Mas para avançar nessas áreas é preciso um plano para o agronegócio, porque afinal trata-se de uma atividade de risco.” José Aroldo Gallassini,presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa

Antonio Chavaglia
Com 40 anos de história, a Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), com sede em Rio Verde (GO), é a prova de que o cooperativismo pode ser forte também em terras de médios e grandes produtores no País, como é o Centro-Oeste. E o grande líder por trás do sucesso da Comigo é o agricultor Antonio Chavaglia, que há cerca de 30 anos preside a cooperativa. Reunindo 5,8 mil produtores, a Comigo faturou R$ 65,1 milhões no ano passado. Este resultado está relacionado à melhoria da eficiência das fazendas dos produtores cooperados.

Frans Borg
O executivo Frans Borg, presidente executivo da Castrolanda, uma das principais cooperativas de leite de Castro (PR), é um dos idealizadores do projeto Intercooperação, que reúne também as cooperativas Frísia e Capal. As três estão investindo R$ 500 milhões para ganhar escala de produção em leite e carne suína, além da moagem de trigo e genética de leitões. A ideia é fazer com que as cooperativas passem a melhorar suas receitas, apostando em produtos de maior valor agregado, podendo até acessar o mercado de exportação.

Luiz Lourenço
Através de projetos de integração lavoura e pecuária, Luiz Lourenço, presidente da paranaense Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), tem ajudado a transformar áreas inférteis em terras potenciais para a agricultura. Os  bons projetos começam a aparecer e dar frutos. Hoje, a Cocamar reúne 13 mil produtores de soja, milho, trigo, café e laranja. Com a guinada para a integração Lourenço, faz planos para sair de uma receita anual de R$ 3,2 bilhões para R$ 6 bilhões em 2020.

Alfredo Lang
Foi com a liderança do executivo Alfredo Lang, presidente da C.Vale, em Palotina (PR), que a cooperativa saltou de uma receita de R$ 4,6 milhões para R$ 128 milhões em duas décadas. O crescimento só foi possível com o trabalho de Lang no investimento da agroindústria, aproveitando as matérias-primas produzidas, o que permitiu vender produtos de maior valor agregado.

“A visão que se tem do agronegócio em relação ao mundo e especialmente no Brasil, é de grande preocupação para todos nós. Principalmente porque a população mundial cresce e a previsão é que o mundo seja habitado por nove bilhões de pessoas até 2050.A grande questão é como atender a demanda de alimentos, mas acredito que o Brasil fará a sua parte. Segundo estudos, o País poderá aumentar a produção em 90 milhões de hectares sem desmatar, só transformando pastagens degradadas e outras áreas passíveis de serem transformadas em agricultura e pecuária com alta produtividade. Mas para avançar nessas áreas é preciso um plano para o agronegócio, porque afinal trata-se de uma atividade de risco.” José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa