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Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Iniciativa sustentável 2016

Os 100 nomes mais influentes do agronegócio – Iniciativa sustentável 2016

O País possui inúmeros projetos que mostram como a sustentabilidade se tornou parte do negócio. Conheça alguns que podem ser exemplo aqui e no mundo

Sérgio Guimarães
O fundador e coordenador do Instituto Centro de Vida (ICV) comemora 25 anos de sua Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) neste ano. Uma das ações apoiadas pelo ICV é o programa Novo Campo, que promove práticas sustentáveis em fazendas de pecuária na Amazônia, especialmente no norte de Mato Grosso. Em 2016, pecuaristas ligados ao projeto passaram a fornecer carne ao McDonald’s. A empresa não comprava o produto da região há 20 anos para não vincular seu nome ao desmatamento.

Francisco Beduschi Neto
Eleito presidente do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), em setembro deste ano, o engenheiro agrônomo Francisco Beduschi Neto tem um grande desafio pela frente. Agora, além de ser um dos coordenadores do Instituto Centro de Vida (ICV), ele passa a liderar a primeira mesa redonda global sobre práticas sustentáveis na cadeia da carne bovina. O GTPS reúne indústrias, empresas e pecuaristas que estão interessados na melhoria de seus apectos de produção de carne.

Mateus Paranhos
O zootecnista Mateus Paranhos é referência no Brasil quando o assunto é o bem-estar animal. Paranhos criou, nos anos de 1990, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (Grupo ETCO), na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, de Jaboticabal (SP). O grupo orienta pecuaristas do País na adoção de práticas de maior produtividade e respeito aos animais. As pesquisas desenvolvidas por ele mudaram as estruturas de muitas propriedades e frigoríficos em todo o Brasil.

“No que se refere à produção agrícola sustentável, o Brasil já é exemplo mundial em práticas conservacionistas na agricultura. É o caso do plantio direto e da logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas, em que é líder e referência mundial.  Com mais de 60% da sua área territorial coberta por vegetação natural, o País tem instrumentos que regularizam o controle ambiental das terras. Além disso, ciência e tecnologia ajudarão a desenvolver e a expandir a Agricultura de Baixo Carbono, assim como a agricultura de precisão. A tecnologia de informação, sistemas como o de previsão climática e a evolução da tecnologia de irrigação permitirão o uso mais racional da água. O Brasil continua a ser o país que ajudará a resolver o problema da segurança mundial de alimentos.” João Cesar Rando, presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV)